GTA VI - Jason e Lucia
GTA VI - Jason e Lucia

GTA 6 despeja 70 novidades de uma vez: polícia inteligente, romance, 600 mil animações e detalhes que parecem mentira

Novo gameplay de GTA 6 mostrou Vice City como nunca antes, enquanto jornalistas convidados pela Rockstar revelaram dezenas de mecânicas que vão de engordar Jason e Lucia até trocar de roupa para despistar a polícia. E tem muito mais.

Depois de anos de trailers curtos, vazamentos e teorias quadro a quadro, a Rockstar finalmente abriu a torneira.

Nesta quinta-feira, 27 de agosto, Grand Theft Auto VI ganhou um olhar estendido de aproximadamente 27 minutos na Netflix, com cenas capturadas inteiramente dentro do jogo em um PlayStation 5. Mas o que apareceu na apresentação pública é apenas parte da história.

Jornalistas e criadores de conteúdo também foram convidados para conhecer GTA 6 diretamente na Rockstar North, em Edimburgo, onde acompanharam demonstrações mais extensas e conversaram com integrantes da equipe.

Nada menos que 70 novos detalhes de gameplay. Somando isso às entrevistas concedidas pela Rockstar e às informações vistas no vídeo, começa a aparecer uma imagem bem diferente daquela ideia simplista de “GTA V com gráficos melhores”.

GTA 6 aparentemente quer juntar a liberdade caótica de Grand Theft Auto, o nível de detalhes de Red Dead Redemption 2 e vários elementos de simulação que a própria Rockstar abandonou ao longo dos anos.

E algumas das novidades são absurdas.

GTA 6: as maiores novidades reveladas de uma vez

Antes de entrar nos detalhes, aqui vai o resumão para quem chegou correndo:

  • A polícia precisa descobrir que você cometeu um crime.
  • Testemunhas e alarmes podem denunciar o jogador.
  • Policiais podem guardar sua descrição, roupa e veículo.
  • Máscaras terão utilidade real durante crimes.
  • Trocar completamente de roupa pode ajudar a despistar a polícia.
  • O tradicional sistema de seis estrelas está de volta.
  • Jason e Lucia podem agir juntos pelo mundo aberto.
  • É possível chamar o outro protagonista pelo celular.
  • Um pode dirigir enquanto o outro atira.
  • O romance entre Jason e Lucia depende de como o jogador trata a relação.
  • É possível andar de mãos dadas.
  • Academia aumenta músculos e força.
  • Comer demais pode engordar os protagonistas.
  • Cabelo e barba podem mudar.
  • Carros terão porta-malas para guardar armas e roupas.
  • Roubar carros modernos pode exigir clonadores de chave.
  • Um aplicativo informa valor, alarme e rastreador do veículo.
  • Carros danificados valem menos na hora da venda.
  • O dinheiro terá mais importância na campanha.
  • Assaltos poderão ter diferentes abordagens.
  • NPCs percebem quando estão sendo observados ou seguidos.
  • Civis podem reagir e até iniciar confrontos.
  • Eventos interessantes podem não aparecer marcados no mapa.
  • GTA 6 terá sistema de Perfil Criminal.
  • O comportamento do jogador poderá gerar consequências.
  • Dá para incapacitar inimigos sem necessariamente matá-los.
  • Será possível atirar na arma que um inimigo está segurando.
  • O celular passa a existir fisicamente nas mãos dos protagonistas.
  • Snapmatic retorna.
  • Viagens rápidas poderão ser solicitadas por aplicativo.
  • Sinuca, minigolfe, academia, caiaque, mergulho e paraquedismo estão entre as atividades.
  • Será possível observar espécies de animais.
  • Sim: dá para fazer carinho em cachorros.
  • E também dá para brigar com eles. Porque é GTA.

Respira. Porque isso ainda é só a superfície.

GTA 6 não foi lançado hoje: o que dá para afirmar sobre o gameplay que circula
GTA 6 não foi lançado hoje: o que dá para afirmar sobre o gameplay que circula. Imagem: Loot Secreto

GTA 6 parece estar transformando a polícia em um sistema de investigação

Uma das mudanças mais importantes aparece justamente em uma mecânica que acompanha GTA desde sempre: ficar procurado.

Nos jogos anteriores, o sistema podia ser bastante artificial. Você cometia um crime em algum lugar completamente isolado e, segundos depois, a polícia parecia receber sua localização por telepatia.

GTA 6 quer tornar esse processo mais orgânico.

Para que as autoridades sejam alertadas, alguém precisa testemunhar o crime, um alarme precisa ser acionado ou alguma outra evidência precisa chegar à polícia.

Depois disso, começa outra etapa.

Os policiais podem receber informações sobre como você está vestido, qual carro está usando e até características da sua aparência.

Isso significa que simplesmente dobrar a esquina e esperar algumas estrelas piscarem pode não funcionar mais.

Máscaras finalmente terão motivo para existir

Colocar uma máscara antes de realizar um crime pode impedir que testemunhas e câmeras obtenham uma descrição clara do rosto.

Da mesma forma, depois da fuga pode ser interessante:

  • abandonar o veículo;
  • mudar completamente de roupa;
  • retirar a máscara;
  • entrar em becos;
  • fugir a pé;
  • separar Jason e Lucia.

Trocar apenas o boné ou colocar um óculos aparentemente não será suficiente caso a polícia já possua uma descrição mais detalhada.

E aí entra outra novidade interessante: roupas poderão ser guardadas no porta-malas dos carros.

Ou seja, aquele conjunto reserva no carro deixa de ser apenas cosmético e pode virar ferramenta de fuga.

É quase o GTA ensinando o jogador a não voltar à cena do crime usando a mesma camiseta.

E as seis estrelas estão de volta

Outra notícia que deve agradar quem acompanhou a franquia durante décadas: o nível máximo de procurado volta a ter seis estrelas.

GTA V havia reduzido o limite para cinco.

Nos níveis mais baixos, escapar deverá ser relativamente simples. Conforme as estrelas aumentam, porém, a perseguição ganha outra proporção.

Em áreas urbanas lotadas de carros, pedestres e ruas estreitas, fugir usando um veículo poderá inclusive ser pior do que abandonar tudo e entrar correndo por becos e quintais.

Movimentos envolvendo corrida, saltos e escalada também foram aprimorados.

E existe um detalhe particularmente curioso: caso Jason e Lucia estejam sendo perseguidos juntos, os dois podem se separar para confundir as autoridades.

Se apenas um deles acabar preso, o outro continua solto no mundo.

GTA 6 terá um “Perfil Criminal”

Red Dead Redemption 2 possui seu famoso sistema de Honra.

GTA 6 terá algo diferente chamado Perfil Criminal.

A ideia não parece simplesmente dividir o jogador entre “bom” e “mau”. O jogo observa a maneira como você se comporta.

Cometer crimes necessários durante uma missão é uma coisa.

Sair matando pedestres aleatoriamente porque você decidiu transformar uma tarde ensolarada de Vice City em Apocalipse Now é outra.

Violência desnecessária, caos gratuito e outras atitudes ajudam a construir esse perfil.

E a Rockstar aparentemente levou o negócio tão longe que até pequenas ações cotidianas podem entrar nessa equação.

Sim, até jogar lixo na lixeira foi citado como exemplo.

É praticamente o sistema de honra de Red Dead Redemption 2 para gente que acabou de roubar um Camaro.

NPCs vão perceber quando você está sendo esquisito

Red Dead Redemption 2 já permitia cumprimentar, provocar ou antagonizar personagens.

GTA 6 pega essa ideia e tenta aprofundá-la.

Os NPCs poderão perceber quando Jason ou Lucia:

  • ficam encarando por muito tempo;
  • seguem alguém;
  • escutam conversas;
  • provocam;
  • entram em uma situação estranha.

Alguns podem simplesmente reclamar.

Outros podem responder agressivamente.

E alguns habitantes de Leonida estarão armados, o que significa que o protagonista não será necessariamente a pessoa mais perigosa daquela esquina.

Isso é importante porque altera completamente a sensação do mundo aberto.

O cenário deixa de existir apenas esperando o jogador causar alguma coisa.

As coisas podem acontecer sem você.

Nem tudo estará marcado no mapa

Talvez essa seja uma das decisões mais interessantes de GTA 6.

A Rockstar quer recompensar quem simplesmente sai explorando Leonida.

Nem todo evento, encontro ou atividade será apresentado através daquele festival de ícones espalhados pelo mapa comum aos mundos abertos modernos.

Você pode ouvir uma conversa e descobrir alguma coisa.

Pode encontrar uma situação estranha andando pela cidade.

Pode ser chamado para uma atividade durante o caminho.

Em uma das demonstrações, apareceu até a situação de um advogado suspeito dentro de uma lixeira que oferece aconselhamento jurídico em troca de comprimidos.

É tão idiota que imediatamente parece GTA.

Rob Nelson, co-chefe da Rockstar North, resumiu o tamanho dessa ambição dizendo que o jogo ficou tão grande que ele nem sabe se existe alguém dentro da própria equipe que conheça absolutamente tudo.

Essa talvez seja a frase mais assustadora — e empolgante — sobre GTA 6 até agora.

Mais de 600 mil animações

Outro número que chamou atenção após as apresentações é a escala do trabalho de animação.

Relatos publicados depois das demonstrações falam em mais de 600 mil animações produzidas para GTA 6.

Para colocar isso em perspectiva, GTA V tinha uma fração desse número.

Mas o objetivo não é simplesmente ter personagens andando de 600 mil maneiras diferentes.

NPCs possuem alturas, pesos e tipos físicos variados, e as animações precisam se adaptar para que pessoas diferentes consigam interagir de forma convincente com objetos e ambientes.

Aaron Garbut, um dos principais nomes da Rockstar North, também destacou o grau de cuidado dado aos interiores: mesmo ambientes aparentemente irrelevantes receberam histórias visuais, objetos e detalhes pensados pela equipe.

A ambição é que aquele quarto aleatório em que o jogador entrou sem motivo pareça ter sido usado por uma pessoa que realmente mora ali.

Isso é muito Red Dead Redemption 2.

Só que agora em uma metrópole lotada.

Jason e Lucia podem realmente viver como um casal

A dupla não será apenas uma repetição do sistema de Michael, Franklin e Trevor de GTA V.

Ao controlar Jason, por exemplo, o jogador pode telefonar ou enviar uma mensagem para Lucia e convidá-la para sair.

Ela então poderá encontrar Jason no mundo.

O mesmo vale no sentido contrário.

Depois disso, os dois podem:

  • passear;
  • fazer compras;
  • ir à academia;
  • jogar sinuca;
  • jogar minigolfe;
  • andar de caiaque;
  • realizar roubos;
  • simplesmente passar um tempo juntos.

No carro, um deles pode dirigir enquanto o outro fica no passageiro.

Durante uma perseguição, isso ganha utilidade óbvia: um dirige e o outro atira.

Em situações tranquilas, você pode simplesmente ficar no banco enquanto seu parceiro conduz o veículo e o rádio toca.

É uma pequena mudança, mas que dá ao mundo aquela sensação de road movie que combina perfeitamente com Jason e Lucia.

O romance não é totalmente obrigatório

A Rockstar também confirmou uma camada bastante incomum para Grand Theft Auto.

Jason e Lucia começam querendo descobrir se a relação entre eles pode funcionar.

Mas o jogador terá influência nisso.

Passar tempo juntos fortalece a proximidade.

Ignorar mensagens ou deixar constantemente o outro de lado pode enfraquecê-la.

O romance não parece dar bônus de dano, velocidade ou qualquer coisa parecida. A intenção é narrativa e de roleplay.

Mesmo caso o jogador não cultive o lado romântico, os dois continuam conectados pelas circunstâncias da história e pelo crime.

Mas quem investir na relação poderá encontrar diálogos, situações e nuances diferentes.

E sim: Jason e Lucia podem andar de mãos dadas.

Também podem segurar portas um para o outro.

Bonnie e Clyde com boas maneiras.

Academia e comida: San Andreas está vivo

Aqui muita gente que jogou GTA: San Andreas vai abrir um sorriso.

O corpo dos protagonistas pode mudar.

Ir frequentemente à academia pode aumentar a musculatura e a força.

Comer demais pode resultar em ganho de peso.

A alimentação também recupera uma quantidade significativa de vida.

Cabelo e barba também poderão ser aparados e modificados.

Algumas opções simples estarão disponíveis nos esconderijos, enquanto estilos específicos exigem visitar salões e barbearias.

E diferentes estabelecimentos podem oferecer cortes e roupas exclusivas.

É uma forma inteligente de dar motivo para o jogador visitar lojas espalhadas pelo mapa, em vez de simplesmente entrar na primeira e encontrar todo o catálogo do jogo.

Os esconderijos lembram os acampamentos de Red Dead Redemption 2

As casas de Jason e Lucia não parecem funcionar apenas como pontos para salvar o jogo.

A Rockstar está tratando esses locais mais como ambientes sociais.

Outros personagens podem aparecer, entrar e sair, conversar e seguir suas próprias rotinas.

Os protagonistas também poderão possuir vários veículos pessoais.

E os porta-malas terão função importante porque podem armazenar:

  • armas;
  • equipamentos;
  • roupas extras.

Com polícia identificando o visual do jogador, carregar outra roupa deixa de ser frescura.

É estratégia.

Roubar carro ficou muito mais complicado

Num jogo chamado Grand Theft Auto, era inevitável que a Rockstar eventualmente resolvesse reinventar o “Grand Theft Auto”.

Pegar qualquer carro estacionado não será mais necessariamente uma questão de apertar um botão.

Veículos diferentes terão níveis diferentes de segurança.

Carros antigos podem ser abertos utilizando ferramentas relativamente simples.

Modelos modernos podem exigir equipamentos como clonadores de chave.

Alguns instrumentos serão obtidos conforme o jogador progride.

Também existe um aplicativo chamado WAINK, capaz de analisar um veículo e mostrar informações como:

  • valor estimado;
  • presença de alarme;
  • existência de rastreador;
  • ferramenta necessária para realizar o roubo.

Naturalmente, continua existindo a velha solução GTA: apontar uma arma para quem está dirigindo e pegar o carro.

Tradição é tradição.

Carro roubado e destruído vale menos

Existe ainda uma economia ligada aos veículos.

Carros podem ser entregues para receptadores, mas o estado do automóvel influencia o valor recebido.

Transformar aquela Ferrari genérica de Vice City em uma sanfona antes de chegar ao comprador significa ganhar menos.

E alguns veículos possuem rastreadores sofisticados.

Em determinados casos, andar devagar demais pode permitir que o sistema transmita sua posição às autoridades.

Isso pode gerar situações em que o jogador precisa continuar acelerando ou abandonar o automóvel.

Dinheiro finalmente pode realmente importar

Em GTA V chega um momento em que Michael, Franklin e Trevor possuem dinheiro suficiente para a economia praticamente deixar de existir.

GTA 6 quer evitar isso.

Segundo informações compartilhadas nas apresentações, haverá momentos em que o jogador precisará reunir determinada quantia para conseguir seguir adiante.

Isso dá função real às atividades criminosas do mundo aberto.

Entre as maneiras de levantar dinheiro estão:

  • roubar carros;
  • vender veículos;
  • assaltar lojas;
  • realizar pequenos golpes;
  • roubar bancos;
  • vender mercadorias para receptadores.

Roubar deixa de ser apenas algo que você faz porque está entediado esperando a próxima missão.

Pode virar necessidade.

Assaltos terão escolhas

Os roubos também parecem menos engessados.

Imagine que existe um cofre.

Você pode explodi-lo rapidamente e fugir.

Problema: a explosão pode destruir parte do dinheiro.

Ou pode perder tempo procurando a combinação.

Você ganha mais, mas oferece à polícia uma janela maior para chegar.

É a velha equação:

ganância x sobrevivência.

Alguns estabelecimentos ainda terão saídas traseiras e alternativas de fuga caso a polícia bloqueie a entrada principal.

Esse tipo de sistema é especialmente promissor porque resolve uma crítica antiga às campanhas da Rockstar: mundos extremamente livres cercando missões que muitas vezes exigiam seguir exatamente o roteiro determinado pelos desenvolvedores.

Missões prometem mais liberdade

Essa filosofia também aparece nas missões mostradas aos jornalistas.

Algumas situações oferecem diferentes rotas de fuga.

Em outras, é possível decidir se Jason ou Lucia será responsável por dirigir ou atirar.

Durante perseguições, o jogo pode sugerir um caminho sem obrigar o jogador a segui-lo.

É cedo para afirmar que GTA 6 virou um simulador sistêmico estilo Deus Ex.

Continua sendo GTA.

Mas a Rockstar parece claramente interessada em deixar suas missões respirarem mais.

Tiro não precisa significar morte

O combate também apresenta novas possibilidades.

Apontar uma arma pode ser suficiente para resolver determinadas situações sem disparar.

Durante confrontos, é possível acertar braços ou pernas para incapacitar inimigos.

Tiros precisos podem até atingir a arma que alguém está segurando e desarmá-lo.

Certos momentos também podem ganhar aquela câmera lenta cinematográfica que jogadores de Red Dead Redemption 2 conhecem bem.

GTA continua violento.

Só que agora você aparentemente terá maneiras mais interessantes de decidir quão violento quer ser.

O celular virou parte física do mundo

Em GTA V, o telefone funciona essencialmente como uma interface colocada sobre a tela.

GTA 6 leva isso um passo além.

Quando Jason ou Lucia pegam o celular, a câmera se aproxima do aparelho que está fisicamente na mão do personagem.

Entre os aplicativos está o retorno do Snapmatic, a rede social/fotografia do universo GTA.

Existe uma diferença engraçada: Jason e Lucia estão tentando escapar das autoridades, portanto aparentemente não ficam simplesmente publicando selfies dizendo:

“roubando banco com o mozão ❤️”.

Eles podem acompanhar contas e navegar pelo feed sem necessariamente alimentar a rede com suas próprias fotos.

GTA 6 também terá seu “Uber”

Outro aplicativo visto é o Ryde Me, serviço usado para solicitar transporte.

Ele também funciona como uma espécie de viagem rápida.

E aparentemente você pode conversar com passageiros durante o trajeto.

Somando isso a redes sociais, mensagens, chamadas e informações encontradas no celular, o telefone deve exercer papel ainda maior na experiência.

O mapa ficou muito mais detalhado

A interface do mapa também mudou.

Em vez daquele mapa simples formado basicamente por ruas e ícones, GTA 6 utiliza uma representação bem mais detalhada, lembrando imagens de satélite.

Leonida também terá regiões com identidades próprias.

Arquitetura, população, vegetação, estradas e comportamento das pessoas mudam conforme você deixa uma área e entra em outra.

A Rockstar já descreveu oficialmente locais como:

  • Vice City;
  • Leonida Keys;
  • Grassrivers;
  • Port Gellhorn;
  • Ambrosia;
  • Mount Kalaga.

Ou seja, não estamos falando apenas de Vice City cercada por um grande vazio.

A intenção é criar um estado inteiro com regiões diferentes.

O mapa pode ser gigantesco — mas a densidade importa mais

Uma informação divulgada em outra rodada de previews coloca a área de GTA 6 em aproximadamente três vezes a área jogável de Red Dead Redemption 2.

Também circularam comparações colocando Leonida perto do dobro de GTA V.

O número exato em quilômetros quadrados, no entanto, ainda não foi publicado oficialmente pela Rockstar, então qualquer comparação matemática precisa ser tratada com algum cuidado.

O detalhe mais importante talvez nem seja o tamanho.

É a densidade.

Mais carros.

Mais pedestres.

Mais interiores.

Mais eventos.

Mais conversas.

Mais coisas acontecendo ao mesmo tempo.

Um mapa menor lotado de possibilidades normalmente parece maior do que um continente vazio.

E tudo indica que a Rockstar sabe disso.

Tem tanta atividade que parece outro jogo dentro do jogo

O material apresentado já confirma ou mostra várias maneiras de perder horas ignorando completamente a história principal.

Entre elas:

  • sinuca;
  • minigolfe;
  • academia;
  • caiaque;
  • mergulho;
  • paraquedismo;
  • jet ski;
  • corridas de rua;
  • corridas em pistas;
  • veículos off-road;
  • atividades aquáticas;
  • observação de animais;
  • zoológico.

A exploração subaquática também promete ganhar importância, com equipamentos de mergulho e áreas próprias para investigar.

E quem gostou do catálogo de animais de Red Dead Redemption 2 poderá novamente observar espécies encontradas pelo mundo.

Dá para fazer carinho no cachorro — informação essencial

Depois de polícia inteligente, centenas de milhares de animações e um sistema elaborado de relacionamento, finalmente chegamos à informação realmente importante.

Você pode fazer carinho nos cachorros.

Mas GTA continua sendo GTA.

Então também pode repreendê-los.

Equilíbrio.

GTA 6 pode levar dezenas e dezenas de horas

Outra informação que está causando confusão merece uma explicação.

Rob Nelson revelou que uma de suas próprias partidas chegou perto de 80 horas, incluindo a história e objetivos opcionais relevantes.

Isso não significa necessariamente que a campanha principal possua exatamente 80 horas.

Outras informações divulgadas hoje colocam a duração do arco principal em uma faixa comparável à campanha de Red Dead Redemption 2.

A conclusão segura é simples:

GTA 6 será enorme.

E considerando a intenção da Rockstar de recompensar exploração e eventos espontâneos, correr exclusivamente atrás das missões principais provavelmente será a maneira mais sem graça possível de jogar.

E os 60 FPS?

Aqui entra a primeira grande discussão técnica.

O material oficial foi capturado em PlayStation 5, e builds exibidas aos convidados estavam rodando a 30 quadros por segundo.

Isso não significa que a versão final esteja oficialmente limitada a 30 FPS.

Até agora, a Rockstar não anunciou de forma definitiva quais modos gráficos estarão disponíveis no lançamento.

Portanto, qualquer manchete dizendo que “GTA 6 não terá 60 FPS” ainda está pulando algumas etapas.

A informação correta hoje é:

o gameplay mostrado está em 30 FPS; um modo de desempenho para o produto final ainda não foi detalhado.

GTA 6 no PC ainda não tem data

Outra dúvida que inevitavelmente aparece a cada nova notícia:

“E PC?”

Por enquanto, nada mudou.

Grand Theft Auto VI será lançado em 19 de novembro de 2026 para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

A Rockstar ainda não anunciou oficialmente uma versão para PC com data de lançamento.

Considerando o histórico da empresa, seria surpreendente se GTA 6 nunca chegasse aos computadores.

Mas hoje existe uma diferença entre “provavelmente vai acontecer” e “está confirmado”.

E a Rockstar ainda está no segundo caso.

A reação dos jogadores já começou

Nas primeiras horas depois da apresentação, uma das cenas mais comentadas foi justamente uma perseguição policial em que viaturas perdem controle, batem e capotam de maneira muito mais natural.

A física dos veículos, densidade das ruas, quantidade de pessoas e iluminação também chamaram bastante atenção.

Há jogadores descrevendo o jogo praticamente como “Red Dead Redemption 2 dentro de GTA”, principalmente pelas interações sociais e pelo cuidado com detalhes aparentemente inúteis.

Também surgiram críticas.

Parte da comunidade considera a interface simples demais.

Outros estão preocupados com os 30 FPS mostrados.

E sempre existe aquele grupo dizendo que, por trás de toda a tecnologia, GTA ainda continua sendo essencialmente “dirigir, atirar e fugir”.

O que, convenhamos, é um pouco como reclamar que o próximo FIFA terá futebol.

O verdadeiro salto de GTA 6 pode não estar nos gráficos

É fácil assistir à apresentação e ficar preso à qualidade da água, iluminação, reflexos, carros e rostos.

Só que talvez essa nem seja a maior mudança.

O salto parece estar no número de sistemas conversando entre si.

Você rouba um carro.

O carro possui rastreador.

Uma câmera registra o roubo.

Você estava usando uma determinada roupa.

A polícia recebe essa descrição.

Você abandona o veículo.

Pega outra roupa no porta-malas.

Lucia segue por outro caminho.

Você entra em um beco.

Um NPC reage à sua presença.

No meio da fuga surge um evento que nem estava marcado no mapa.

Isso é muito mais interessante do que simplesmente colocar mais polígonos em Vice City.

A Rockstar passou anos tentando fazer Red Dead Redemption 2 parecer um mundo que continua existindo sem Arthur Morgan.

Agora está tentando fazer algo semelhante em uma metrópole moderna, lotada e muito mais caótica.

Rob Nelson define GTA 6 como um avanço em todos os aspectos.

Depois de tudo o que foi mostrado hoje, finalmente começamos a entender o que ele quis dizer.

GTA 6 pode transformar Vice City em um lugar para viver, não apenas destruir

Essa talvez seja a principal impressão deixada pelas novas informações.

Durante décadas, Grand Theft Auto ficou famoso por permitir que jogadores entrassem em uma cidade e causassem o máximo de caos possível.

GTA 6 aparentemente quer acrescentar outra possibilidade:

existir naquele lugar.

Ir à academia.

Encontrar Lucia.

Pegar um táxi.

Ficar ouvindo rádio enquanto Jason dirige.

Comprar roupa.

Roubar um carro.

Vender esse carro.

Engordar.

Cortar o cabelo.

Encontrar um sujeito maluco atrás de um prédio.

Escutar uma conversa que vira uma pequena aventura.

Fazer carinho em um cachorro.

E cinco minutos depois estar sendo perseguido por seis estrelas porque alguma ideia terrível pareceu boa naquele momento.

No fim das contas, isso continua sendo Grand Theft Auto.

Só que talvez seja a primeira vez que o mundo de GTA pareça tão interessado no que acontece entre um crime e outro.

E, se a Rockstar realmente entregar tudo o que mostrou e descreveu, Vice City pode acabar sendo menos um enorme cenário de videogame e mais um lugar virtual em que muita gente vai desaparecer durante centenas de horas.

Grand Theft Auto VI chega em 19 de novembro de 2026 para PS5 e Xbox Series X|S. A versão para PC ainda não possui data oficial.

Fonte

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.