O novo título da EA Sports e Codemasters chega com ambição de sobra: recuperar o fôlego da franquia após um ano morno e marcar território como a experiência definitiva em simulação, narrativa e integração audiovisual com o universo da Fórmula 1.
Com melhorias visíveis nos modos Breaking Point, My Team e com a ousada introdução de F1 The Movie, o jogo tenta não apenas agradar os fãs, mas se reposicionar como referência no gênero.
Breaking Point 3 e F1 The Movie
A narrativa retorna com força total e mais interatividade. A terceira parte de Breaking Point entrega 15 capítulos cheios de tensão entre personagens, rivalidades acirradas e dilemas que ultrapassam o circuito.
Desta vez, o jogador toma decisões estratégicas fora da pista, com impacto direto nos rumos da equipe. Em alguns momentos, é possível até escolher qual piloto levar para a corrida, o que adiciona variedade e caminhos alternativos à história. Devon Butler continua irresistivelmente provocador, enquanto Aiden Jackson e Callie Mayer evoluem de forma crível — tanto como pilotos quanto como protagonistas.
Uma das novidades mais ousadas é o modo F1 The Movie, inspirado no longa protagonizado por Brad Pitt. Mais do que uma ação promocional, o filme e o jogo compartilham elementos narrativos, personagens e até cenas jogáveis em momentos-chave.

A equipe fictícia APXGP e o piloto interpretado por Pitt estão disponíveis no Carreira e em My Team. A proposta é clara: trazer uma experiência transmídia que funcione tanto para quem joga quanto para quem assiste. E, surpreendentemente, funciona.
My Team 2.0: Menos volante, mais gestão
No modo Minha Equipe, a maior mudança é o foco exclusivo na gestão. Agora, o jogador não pilota mais pela sua escuderia, e sim lidera como um verdadeiro chefe de equipe, contratando pilotos, cuidando da infraestrutura e decidindo a direção da temporada.
As novas interações por e-mail, a progressão mais lógica entre P&D, mídia e relacionamento interno criam uma dinâmica mais próxima da realidade dos bastidores da F1.
Carreira e F1 World: Evoluções pontuais, mas sólidas
A campanha solo tradicional continua bem amarrada, com o sistema de rivais oferecendo um tempero extra. A possibilidade de usar lendas do automobilismo e integrar personagens dos outros modos é um bônus bem-vindo.
Já o F1 World continua como um ponto de entrada acessível para novatos. O sistema de progressão ainda é limitado, mas funcional, com personalizações leves e corridas rápidas para quem quer jogar sem tanto compromisso.
Visual impressionante e pistas recriadas com precisão cirúrgica
Com o suporte para a geração passada oficialmente encerrado, F1 25 atinge um novo patamar visual. Circuitos como Suzuka, Spa e Interlagos são recriados com tecnologia LIDAR e refletem cada detalhe do traçado real.
Rodando em um PC com placa moderna, o path tracing aplicado à iluminação cria um visual digno de transmissão televisiva. A sujeira nos carros, os reflexos nas curvas e as mudanças climáticas influenciam diretamente na jogabilidade — não é só estético, é mecânico.
Como bônus, algumas pistas agora podem ser jogadas em sentido inverso, o que altera estratégias e muda completamente o ritmo das corridas.

Simulação x Acessibilidade: Um equilíbrio ainda delicado
A física dos carros está mais exigente. A frenagem requer maior precisão e o controle nas curvas, especialmente em velocidades altas, está mais rigoroso. Para quem joga com volante, a experiência é mais envolvente do que nunca.
Por outro lado, usuários de controle podem sentir certa perda de responsividade, especialmente ao tentar corrigir saídas de traseira. Curiosamente, o uso de assistências tende a piorar essa sensação. Ainda há espaço para ajustes via atualizações.
Modo local e nostalgia: Jogar no sofá ainda é possível
Um detalhe que pode passar despercebido, mas que merece destaque: o jogo mantém opções de multiplayer local, incluindo tela dividida e partidas LAN. Num mercado cada vez mais dependente do online, essa decisão é um presente para quem curte jogar com amigos no modo raiz.
F1 25 é mais do que uma sequência — é um marco
Após as críticas ao F1 24, este novo capítulo devolve à franquia seu brilho técnico e criativo. Com uma narrativa bem construída, modos renovados e uma integração inédita com o cinema, F1 25 representa tudo o que a Fórmula 1 se tornou nos últimos anos: um espetáculo global que mistura emoção, performance e entretenimento.
Ainda há pontos a evoluir, principalmente na calibragem para controle e na profundidade do F1 World —, mas como pacote, este é um dos títulos mais completos que a série já ofereceu.











