O terceiro dia do ritual amanhece com alianças frágeis, um plano arriscado de roubo de carro e a certeza absoluta de que ninguém sai ileso de uma guerra. Muito menos vivo.
A guerra não avisa quando começa. Ela simplesmente explode na sua cara. E no Episódio 7 de Hexatombe, ela explodiu com tudo.
Porque quando você precisa escolher entre duas facções igualmente perigosas, roubar um carro blindado em movimento e invadir uma fortaleza fortificada… bem, não tem escolha certa. Só escolhas que te mantêm vivo por mais algumas horas. E mesmo isso não é garantido.
Acordar no Lugar Errado
Jae-Yoon e Labirinto acordam no Ferro Velho dos Couraças. Cama confortável, café da manhã servido pelo Miasma — aquele sacrifício esticado e deformado que mais parece estar se desfazendo a cada segundo. Deveria ser bom, né? Não é.
Porque Escarlata, a líder dos Couraças, tá diferente. Menos predadora, mais… humana. Cantarolando enquanto passa batom vermelho, como alguém que dormiu bem depois de uma noite que mudou tudo. E mudou mesmo.
A condição “apaixonado” não é só mecânica de jogo — é armadilha emocional. Quando Jae pede pra levar sucatas pra melhorar a base, não é só estratégia. É querer voltar. É querer provar que vale alguma coisa pra ela.
Ana oferece carona de volta pra mansão. Jae tenta dar um beijinho de despedida na bochecha. Ana congela. Entra no carro correndo. Sai em disparada. A tensão não se resolve — só cresce até explodir.
3 Votos Contra 3
De volta à mansão, hora da decisão que ninguém queria tomar: com quem se aliar?
Os Couraças — guerreiros presos em armaduras amaldiçoadas que os torturam, mas dão poder imenso. Fortaleza no Ferro Velho. Os PSIKOLERA — banda de metal que causou o massacre do ritual inicial. Mais fracos, mais humanos, mais desesperados.
A votação revela a rachadura interna. Dalmo, Kemi e Henri escolhem PSIKOLERA — confiança, humanidade, e o fato de que Aguiar, Jae e Labirinto se infiltraram nos Couraças e podem virar alvos. Aguiar, Jae e Labirinto preferem Couraças — poder, estratégia, fortaleza defensável.
Empate 3×3.
No fim, através de um voto de confiança, o grupo decide: atacarão os Couraças ao lado dos PSIKOLERA. Não tem volta. Como o narrador avisa: “Vocês conseguem sentir, essa vai ser uma grande noite. Qualquer coisa pode acontecer. Sangue vai ser derramado e as intenções de todos estão mais intensas do que nunca.”
Preparação no Circo dos Condenados
Final da tarde. O grupo chega no Circo dos Psikolera e a primeira coisa que veem é Franco — o piromante de 19 anos — com a perna completamente quebrada. Foi atropelado pelos Couraças.
Alê, o tecladista silencioso, coloca a máscara e toca uma melodia invertida no tempo. A perna de Franco se cura em segundos. O preço? Franco envelhece 20-25 anos só na perna regenerada. Alê também cura Dalmo, ferido pela armadilha dos vampiros. Dalmo envelhece 2 anos, mas sobrevive.
Durante o planejamento, o grupo conhece melhor os membros da banda:
Eloi (Baterista) — líder de fato, melhor amigo do vocalista original que morreu.
Cindy (Baixista/Atiradora) — agressiva e impetuosa, seu baixo vira rifle automático.
Alê (Tecladista) — manipula o tempo quando usa a máscara.
Franco (Piromante) — o mais jovem, especialista em fogo e quem fornece munição explosiva.
Caio (Vocalista) — o substituto, empunha espada-microfone e seria usado como isca pro Kibungo se necessário.
O Plano: Roubar, Invadir, Matar
Após horas de discussão, o plano audacioso toma forma:
1. Emboscar o carro blindado dos Couraças no desfiladeiro
2. Tomar controle do veículo
3. Invadir o Ferro Velho usando o próprio carro deles
4. Matar o sacrifício (Miasma)
5. Fugir antes dos reforços
A divisão é estratégica mas arriscada:
Ficam no Circo (Defesa): Dalmo, Henri, Franco, Alê e Caio.
Vão pra Guerra (Ataque): Aguiar, Jae, Labirinto, Kemi, Eloi e Cindy.
Caio seria posicionado no mercado dos Transtornados pra atrair o Kibungo caso a criatura apareça durante a batalha.
O Beijo Antes da Batalha
Antes de partirem, Kemi se aproxima de Eloi e o beija. Mecanicamente, ela recupera vida e determinação, ganha a condição “levemente apaixonada”. Mas emocionalmente? É um momento de humanidade no caos. Um lembrete de que por trás das máscaras e rituais, ainda existem pessoas querendo viver.
Labirinto sussurra pra Henri: “Mesmo se eu morrer, você não tá mais sozinho.” Dalmo e Aguiar trocam olhares de cumplicidade. Franco fuma um último cigarro olhando pra lua.
“Vocês são atingidos por um sentimento desconfortável, a percepção de que talvez essa seja a última vez que todos vocês estejam caminhando juntos.”
Quando o sol se põe, a terceira noite do Hexatombe começa.
A Emboscada Perfeita
O grupo se posiciona no desfiladeiro com precisão militar. Aguiar e Eloi atrás de pedra com arpão. Kemi e Cindy entre árvores prontas pra atirar. Jae oculto nas sombras. Labirinto no centro preparando rituais.
Quando o motor ecoa, dois veículos aparecem: o carro blindado pilotado por ritual e Tispa em sua armadura-motocicleta escoltando. E começa.
Aguiar arremessa arpão com corrente que prende no carro. Com Eloi, seguram o veículo. Labirinto conjura Labirinto Mental em Tispa — labirintos dourados surgem na armadura, olhos brilham dourado, e Tispa fica preso, obrigado a seguir linha imaginária que o faz bater no próprio carro.
Jae se aproxima silenciosamente e crava daga no pescoço de Tispa. 32 de dano. Tispa fica cego. Kemi, com sniper, mira no motor exposto da armadura. Tiro crítico devastador — 37 de dano. Motor explode em fumaça e fagulhas. Labirinto solta rajada de energia caótica (32 de dano) que cozinha o guerreiro dentro da armadura.
Coordenação perfeita. Tispa tá quase morto.
A Tomada do Carro
Jae entra no veículo pra sabotar e descobre algo bizarro: não tem ninguém dirigindo. Só correntes místicas conectando símbolo no teto ao volante. Jae corta as correntes. Aguiar assume controle.
Gravemente ferido, Tispa toma decisão desesperada: corta o próprio braço e enfia no motor destruído. Motor começa a cuspir sangue como jato e Tispa escapa em velocidade absurda. Mas o carro tá nas mãos do grupo agora.
Quebrando o Portão
Aguiar pilotando, Jae e Labirinto dentro, Eloi na traseira com arpão, Cindy pendurada com baixo-rifle. Kemi posiciona-se em ponto estratégico com visão do ferro-velho. Aguiar acelera pelo desfiladeiro em direção ao portão do Ferro Velho.
Quando chegam, o portão tá fechado.
“Será que o portão aguenta o carro?”
Eloi grita: “METE O PÉ, #####!”
Aguiar pisa fundo e arrebenta o portão em explosão de metal. Impacto: 5 de dano em Aguiar e Labirinto, 2-3 de dano em Jae. Portão destruído. Eles estão dentro.
O Céu Fica Vermelho
No momento que Tispa entra gritando em espanhol, o céu fica completamente vermelho e um sino imenso aparece no horizonte.
A Coroa de Espinhos inicia “duelos de intenção” — cada personagem ligado a inimigo específico, ganhando bônus contra ele mas penalidades contra outros. Aguiar vs Ana. Jae vs Escarlata. Kemi vs Tispa. Labirinto vs Torvo. Eloi vs Argano. Cindy vs Miasma.
A guerra foi oficialmente declarada.
O Salto do Mutilador
Aguiar percebe Ana esperando. Entre eles, carros enferrujados formam barreira. Ele acelera em direção aos carros e no último segundo, se joga do veículo. Teste de 30.
No ar, coloca sua máscara. Transforma-se no Mutilador Noturno. Pousa com estilo segurando machado e espada de Sabara.
“Isso foi uma farma de aura absurda!”
Carro bate na barricada enquanto Aguiar encara Ana.
A Máscara de Labirinto
Dentro do carro destruído, Labirinto coloca sua máscara. E a transformação é aterrorizante.
“Você coloca essa grande máscara de metal. Os seus olhos dentro do capacete dançam os inúmeros caminhos desenhados e cortados no interior escuro. Cada caminho, um deles. O som abafado da sua respiração ecoa por dentro da máscara. Você sente a sede de novo. É hora de expandir o labirinto. É hora de saciar a sede. Cada caminho, uma alma absorvida. A resposta não tá no final do labirinto. O labirinto é a resposta. Tantas vidas presas aqui dentro, tantos destinos devorados, cada sacrifício um novo caminho, cada alma tomada, uma nova parte do labirinto cresce. O que espera no final do labirinto é algo muito pior, é algo muito mais terrível.”
Benefícios: +20 HP, +10 Determinação, +10 Defesa, versões melhoradas de todos os rituais. Mas o preço? Algo sombrio que ele ainda vai descobrir.
Com máscara ativa, Labirinto conjura dois rituais devastadores. Revelação Sanguínea — corta próprio braço e desenha mapa com sangue revelando em tempo real localização, saúde e intenções de todos os inimigos. Zona dos Susurros — marca X em paredes, carros e estruturas, criando zona onde fica praticamente invisível com vantagens em furtividade.
O tabuleiro tá armado. A vantagem tática é massiva. E a guerra não pede licença — ela simplesmente acontece.
A Guerra Explode
O Ferro Velho vira campo de batalha. Eloi salta do carro e enfrenta Argano, o guerreiro gigante com coração exposto, trocando golpes brutais. Jae se infiltra nas sombras, cortando correntes e sabotando. Cindy metralha a grua da posição elevada, gargalhando enquanto tiros ricocheteiam. Kemi espera o momento certo com seu sniper. Labirinto se move invisível pela Zona dos Susurros.
E Ana olha pra Aguiar com decepção. “Eu achei que vocês seriam diferentes.”
O duelo entre eles é rápido e brutal. Ana se move pra ativar uma armadilha que Jae havia preparado — uma armadilha que poderia matar Aguiar. Ela vai se sacrificar pra eliminar ele.
Aguiar não deixa. Vence Ana. E a mata. Antes que ela consiga ativar a armadilha. Antes que ela complete o sacrifício. A primeira líder cai.
A Explosão de Torvo
Com Ana morta, Aguiar avança. Escarlata tá ali. Torvo, crucificado em sua armadura de bronze, ainda preso, ainda implorando pela morte que nunca vem.
Aguiar pega uma dinamite. Joga na direção de Escarlata.
A explosão é devastadora. Torvo é explodido. Finalmente livre. Finalmente morto. Escarlata é gravemente ferida — a armadura dela racha, sangue escorre. Mas ela ainda tá de pé.
Labirinto: O Ceifador
Labirinto, invisível nas sombras da Zona dos Susurros, se move com propósito. Encontra o Miasma — aquele sacrifício esticado e deformado que servia café da manhã em formato de coração. Aquele que estava se desfazendo aos poucos.
Ritual de energia. Rajada caótica de poder puro. Miasma é obliterado.
O segundo sacrifício do Hexatombe foi completado.
Mas Labirinto não para. Ele encontra Escarlata, ferida, vulnerável. A mulher que mostrou um caminho novo pra ele e Jae. A líder sedutora que cantarolava enquanto passava batom.
Mais uma rajada. Escarlata cai morta.
Quando o Ritual Vira Contra Você
Jae tá nas sombras, cortando correntes, sabotando. Mas quando Escarlata morre, algo quebra. A condição “apaixonado” tinha um preço. E o ritual de Escarlata — aquele que ligava os duelos, aquele que conectava intenções — se volta contra Jae.
Ela vê Labirinto. E ataca.
Não por escolha. Por maldição. O ritual força ela a atacar quem matou Escarlata. É um momento brutal de traição involuntária. A guerra cobra seu preço de todas as formas possíveis.
Eloi Cai
Enquanto isso, Eloi enfrenta Argano — o guerreiro gigante com coração exposto. É uma luta épica, brutal, feroz. Mas Argano é forte demais.
Eloi cai. Gravemente ferido. Quase morto.
Aguiar vê. Carrega Eloi nos ombros. Corre até Kemi. Kemi — atiradora de elite, com sniper posicionado — estabiliza Eloi. Ele sobrevive. Mas por pouco.
Cindy continua metalhando tudo com seu baixo-rifle, sobrevive à invasão e quando tudo acaba, vai atrás de Caio no mercado dos Transtornados.
O Circo em Chamas
Mas enquanto a invasão ao Ferro Velho acontece, algo terrível se desenrola do outro lado.
O Circo dos Psikolera é atacado.
Os vampiros chegam. Dalmo, Henri, Franco, Alê e Caito estavam lá defendendo. Mas não tem defesa contra os vampiros. Não quando eles decidem atacar de verdade.
Franco é morto. O piromante de 19 anos que acabou de ter a perna curada.
Alê é morto. O tecladista silencioso que manipulava o tempo.
Dalmo — o Colosso, o gigante que venceu Mosto, que tinha força de touro, que protegia todos — é morto.
Henri tá sozinho. Cercado. Vai morrer.
Mas no exato momento em que a lâmina vampírica vai atravessar seu pescoço — Miasma morre no Ferro Velho. O segundo sacrifício foi completado. Henri não precisa mais morrer hoje. A Coroa de Espinhos libera ele. Os vampiros recuam.
O Retorno ao Circo
Quando Aguiar, Jae, Labirinto, Kemi, Eloi e Cindy voltam ao Circo, a cena é devastadora. Três corpos. Dalmo. Franco. Alê.
Henri tá vivo, tremendo, em choque. Mas vivo.
E algo clica na cabeça dele. Os sacrifícios. Todos eles. Pessoas que provavelmente já foram possuídas pela relíquia de sangue: O Diabo. Não são escolhidos aleatoriamente. São marcados. Corrompidos. Dignos de morrer. É por isso que ele foi escolhido.
Enterrando Dalmo
Não tem tempo pra luto completo. Mas tem tempo pra respeito.
Eles cavam. Em silêncio. Enterram Dalmo — o homem que lutou nas arenas, que carregava o peso do Colosso, que protegia todos com a força bruta e o coração gigante.
Ninguém fala muito. Não precisa. Todos sabem: a terceira noite custou caro demais. E ainda faltam três noites.
Cena Pós-Créditos: A Dama de Ferro
A câmera corta.
Igreja dos vampiros. Escuridão. Velas tremulando.
E no centro, uma Dama de Ferro — aquele instrumento medieval de tortura, um sarcófago de metal com espinhos internos. Dentro dela, alguém respira. Com dificuldade. Com dor.
A câmera se aproxima. E revela: o estigma do sacrifício.
A pessoa presa dentro da Dama de Ferro é o sacrifício dos vampiros. Torturado. Mantido vivo. Esperando a noite certa para morrer.
O Episódio Que Não Perdoa
Hexatombe Episódio 7 é devastador.
A aliança com os Psikolera custou Dalmo, Franco e Alê. A invasão ao Ferro Velho custou Ana, Torvo, Escarlata e Miasma. Eloi quase morreu. Jae atacou Labirinto. Henri descobriu a verdade sobre os sacrifícios.
E os vampiros? Continuam intocados. Assistindo. Esperando.
O céu voltou ao normal. O sino parou de tocar. Mas ninguém esquece: quando a Coroa de Espinhos exige sangue, ela sempre recebe.
E faltam três noites. Três noites pra descobrir se é possível parar o Hexatombe. Ou se todos vão morrer tentando.










