Toei Animation anuncia versão aprimorada da saga de Beerus com melhorias visuais e narrativa mais fiel ao roteiro de Akira Toriyama
A Toei Animation confirmou oficialmente um remake aprimorado de Dragon Ball Super, começando com a saga de Beerus. Segundo Akio Iyoku, produtor da franquia, o projeto — intitulado Dragon Ball Super: Beerus — está previsto para estrear na metade de 2026 e promete ser muito mais fiel à visão original de Akira Toriyama.
O anúncio foi recebido com entusiasmo, mas também levantou uma questão inevitável: será que precisamos revisitar uma saga que estreou há pouco mais de dez anos?
O que muda neste remake
Diferente de remasters tradicionais que focam apenas em resolução ou cores, Dragon Ball Super: Beerus é descrito como um “Enhanced Edit” — uma reconstrução da história original.
Mudanças confirmadas:
- Novas cenas animadas
- Melhoria na qualidade da arte
- Refilmagem de cortes existentes
- Narrativa mais fiel ao roteiro de Toriyama
- Beerus como “inimigo poderoso” do conceito original
“Foram adicionados muitos novos cortes, a qualidade dos desenhos foi melhorada e várias cenas foram refeitas”, explicou Iyoku. “Chamamos isso de Enhanced Edit porque ele reconstrói a história.”
Por que a saga de Beerus precisa disso?
Vamos ser diretos: o início de Dragon Ball Super foi problemático. A animação era constrangedora em muitos momentos — frames estáticos, expressões distorcidas, lutas sem peso. O ritmo era arrastado, com episódios inteiros de preparativos e diálogos repetitivos.
E tem mais: a saga de Beerus sofreu com a comparação ao filme A Batalha dos Deuses (2013), que contava a mesma história de forma mais enxuta e visualmente superior. Muita gente preferiu o filme — e com razão.
A oportunidade de acertar
Com o padrão visual que vimos em Dragon Ball Super: Super Hero (2022), a expectativa é alta. A Toei demonstrou que, com tempo e orçamento, consegue entregar qualidade.
Um remake pode trazer:
Ritmo mais inteligente. Cortar o excesso, focar no essencial. Dar espaço para tensão real e desenvolvimento de personagens.
Profundidade emocional. Beerus é um deus entediado, em busca de algo que lhe devolva o interesse pela vida. Goku, pela primeira vez, encontra alguém que ele não pode vencer. Essas camadas existem, mas foram mal exploradas.
O risco dos remakes
Aqui mora o perigo. Remakes vivem numa corda bamba: agradar os fãs antigos sem afastar os novos. Mudar demais gera revolta. Mudar de menos parece preguiça.
Fullmetal Alchemist: Brotherhood e Hunter x Hunter (2011) são exemplos que deram certo porque tinham propósito claro. Mas Dragon Ball Super é diferente — o desafio aqui é pegar uma história recente e fazê-la de novo, só que melhor.
Se o remake for apenas uma versão bonitinha do que já vimos, sem adicionar camadas ou coragem criativa, vira só um produto comercial. E Dragon Ball merece mais do que isso.
Por que ainda nos importamos?
Porque Dragon Ball não é só anime. É infância. É aquela sensação de correr pra casa pra ver o próximo episódio. É imitar o Kamehameha no quintal.
A saga de Beerus marcou o retorno oficial da franquia. Foi o reencontro com Goku, Vegeta, Bulma. Foi a promessa de novas aventuras. Um remake bem-feito pode reconquistar quem se afastou e apresentar a história a uma nova geração.
Vale a pena?
Se for feito com respeito, com propósito e com qualidade — sim, vale muito a pena.
O anúncio de Akio Iyoku traz sinais promissores: fidelidade ao roteiro de Toriyama, foco em reconstruir (não apenas remasterizar), e compromisso de apresentar Beerus como deveria ter sido desde o início.
Remakes não são sobre apagar o passado. São sobre honrá-lo, aprendendo com os erros e potencializando os acertos. Dragon Ball Super: Beerus tem todas as condições de se reinventar sem perder a essência.
E se isso acontecer, não estaremos apenas revivendo memórias. Estaremos criando novas.
Vale lembrar que a Toei também confirmou o retorno do anime de Dragon Ball Super para adaptar o arco de Moro — mais um sinal de que a franquia está investindo em qualidade.










