Poucos anúncios conseguiram mexer tanto com os fãs de survival horror quanto Resident Evil Veronica.
A Capcom confirmou oficialmente que o remake de Resident Evil Code: Veronica está em desenvolvimento e tem lançamento previsto para 2027. Ainda não existe uma data exata, mas a simples confirmação já foi suficiente para transformar o jogo em um dos assuntos mais comentados entre os fãs da franquia.
E não é exagero.
Segundo cobertura internacional recente, Resident Evil Veronica passou de 1 milhão de wishlists em PS5 e PC em menos de uma semana após o anúncio. Para um jogo que ainda está longe do lançamento, isso diz muita coisa. Na prática, mostra que a Capcom mexeu numa ferida antiga — daquelas que os fãs cutucavam há anos.
O jogo original foi lançado em 2000 para Dreamcast e, por muito tempo, ficou naquela prateleira meio injusta da franquia. Não era numerado, não tinha o “peso de marketing” de um Resident Evil 2 ou Resident Evil 4, mas sempre carregou uma importância enorme dentro da história da série.
Resident Evil Code: Veronica acompanha Claire Redfield depois dos eventos de Resident Evil 2. Em busca do irmão Chris, ela acaba capturada pela Umbrella e levada para uma ilha remota, onde, claro, tudo dá errado do jeito mais Resident Evil possível: experimentos biológicos, monstros, conspirações, tensão e aquele clima de “não abre essa porta, pelo amor de Deus”.
A Capcom agora quer reposicionar esse capítulo. Não à toa, o remake foi anunciado apenas como Resident Evil Veronica, sem o “Code” no título. Segundo o produtor Yoshiaki Hirabayashi, a ideia é aproximar o jogo da forma como a franquia vem batizando suas entradas mais recentes, com nomes fortes e simbólicos, como Village e Requiem.
E, sendo bem direto, faz sentido.
Por mais que Code: Veronica nunca tenha sido um Resident Evil numerado, a própria Capcom trata o jogo como uma parte importante da série principal. Ele ajuda a conectar Claire, Chris, Umbrella e elementos que ficam ainda mais relevantes nos capítulos seguintes da franquia.

Outro detalhe que aumenta o hype é o time envolvido. A Capcom confirmou que o jogo está sendo desenvolvido com a RE Engine, a mesma tecnologia por trás dos remakes modernos da franquia. Na prática, isso aponta para uma releitura com gráficos de alto nível, iluminação mais pesada, ambientação cinematográfica e aquele terror mais físico, mais próximo, mais sufocante.
Depois do sucesso de Resident Evil 2 Remake e Resident Evil 4 Remake, o público já entendeu o recado: quando a Capcom acerta a mão, ela não entrega só uma “versão bonita” do clássico. Ela reconstrói o jogo para uma nova geração sem jogar fora o que fez o original funcionar.
É exatamente por isso que Veronica virou um pedido tão insistente.
Durante anos, os fãs cobraram esse remake. Parte da comunidade via Code: Veronica como o elo perdido da fase moderna de Resident Evil. Resident Evil 2 voltou, Resident Evil 3 voltou, Resident Evil 4 voltou… e Veronica continuava ali, esperando sua vez no escuro.
Agora, finalmente, parece que a porta foi aberta.

O desempenho nas wishlists também mostra que existe uma fome real por esse tipo de remake. Não é só nostalgia barata. É uma geração nova querendo entender por que os fãs antigos falam tanto desse capítulo — e uma geração antiga querendo ver Claire Redfield de volta com o peso que ela merece.
Claro, ainda existem várias perguntas no ar.
A Capcom ainda não revelou preço, data exata, edições especiais ou detalhes profundos de gameplay. Também não está claro até onde a história será alterada. O que sabemos, por enquanto, é que Resident Evil Veronica preserva a essência do original, mas terá história reimaginada e gráficos de alta qualidade com a RE Engine.
Ou seja: não parece ser só uma restauração. É remake de verdade.
E se a Capcom seguir o padrão dos seus melhores trabalhos recentes, Resident Evil Veronica tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2027 — principalmente para quem cresceu fugindo de zumbi em corredor apertado, economizando munição e salvando o jogo com medo de gastar tinta da máquina de escrever.
No fim, o recado da comunidade foi bem claro: esse remake não era só desejado. Era cobrado.
E agora que ele finalmente existe, a expectativa saiu da fase “será que um dia vem?” para “Capcom, não decepciona”.










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