Novo capítulo da franquia busca equilíbrio entre nostalgia e reinvenção no Japão feudal
Assassin’s Creed Shadows, lançado em maio de 2025, não é apenas mais um jogo ambientado no Japão — é uma tentativa clara da Ubisoft de realinhar a franquia após anos de transformação estrutural. Agora, com o roadmap de verão revelado, incluindo New Game+, elevações de nível e expansão com nova ilha, o título parece finalmente firmar o que os fãs vinham esperando: um Assassin’s Creed moderno que respeita suas raízes.
Da era Ezio até o caos de Valhalla: onde estamos agora?
A franquia passou por várias fases, e Shadows tenta costurar o melhor de cada uma:
Era clássica (2007–2011)
- Assassin’s Creed, AC II, Brotherhood e Revelations formaram a chamada “era de ouro” da franquia.
- O gameplay era focado em stealth, parkour urbano e enredo político-religioso denso, centrado na luta dos Assassinos contra os Templários.
- Ezio Auditore, protagonista de três desses títulos, se tornou símbolo da série com carisma e desenvolvimento narrativo raro em jogos de ação.
Era de transição (2012–2015)
- Títulos como AC III, Black Flag e Rogue começaram a introduzir elementos mais abertos e sistemas de RPG leves.
- Embora Black Flag tenha sido elogiado pela jogabilidade naval e liberdade, já havia sinais de fragmentação do foco original.
Revolução RPG (2017–2020)
- Origins, Odyssey e Valhalla reformularam a série completamente, adotando estruturas de RPG com mundos massivos, loot, escolhas de diálogo e progressão de níveis.
- O stealth passou a ser apenas uma opção, enquanto o combate se tornou o centro.
- Valhalla, em especial, foi criticado por seu inchaço de conteúdo, bugs recorrentes, ritmo arrastado e um protagonista pouco carismático. Apesar do sucesso comercial, muitos consideram o jogo o ponto mais distante da essência da série.
Retomada de identidade com Shadows

- Assassin’s Creed Shadows não abre mão da estrutura RPG, mas traz um controle narrativo mais refinado, mapas mais concentrados, combate variado e volta ao stealth como mecânica fundamental.
- A possibilidade de alternar entre dois protagonistas (Naoe, ninja; Yasuke, samurai) resgata a sensação de planejamento tático das fases, algo que se perdeu em Odyssey e Valhalla.
- O uso de parkour em vilas, castelos e florestas retoma a verticalidade que andava esquecida desde Unity.
- E, talvez o mais importante, Shadows evita a armadilha do “jogo infinito”. O conteúdo é vasto, mas com propósito.
O que vem agora: atualização de julho e além

Com a chegada do update de 29 de julho, os jogadores terão:
- Nível máximo elevado de 60 para 80, com novos ranks e habilidades de maestria
- Melhorias nas bases (Hideouts) com novas áreas e upgrades funcionais
- Conteúdo extra no Animus Hub, como recompensas temáticas e arquivos históricos
- Implementação do New Game+, mantendo progresso mas reiniciando a história para uma nova jornada
Além disso, em setembro:
- Melhorias de qualidade de vida como framerate destravado, fast-forward do tempo e revelação automática de mapas por região
- E o DLC “Claws of Awaji”, que trará uma nova ilha, mais de 10 horas de conteúdo, armas e habilidades inéditas
Recepção e desempenho
Mesmo com polêmicas antes do lançamento — como críticas por incluir um samurai negro como protagonista — o jogo teve boa aceitação da crítica e excelente engajamento do público.

Segundo a Ubisoft:
- Mais de 5 milhões de jogadores ativos
- 2 bilhões de eliminações furtivas
- 38 milhões de interações com animais no jogo
As avaliações destacam:
- Trilha sonora envolvente
- Personagens carismáticos
- Missões secundárias com design mais criativo
- E o retorno bem-vindo do stealth e planejamento
O Assassin’s Creed que os fãs pediram
Assassin’s Creed Shadows representa uma conciliação entre o novo e o antigo. Sem negar o formato RPG, ele corrige exageros dos títulos recentes e reacende elementos que os fãs da era Ezio sempre pediram: furtividade, propósito narrativo e um mundo que convida à exploração sem se tornar exaustivo.
O update de julho e o DLC previsto em setembro apenas reforçam o compromisso da Ubisoft em fazer do jogo uma experiência viva, mas com direção — algo que faltava desde Black Flag.
Se você se afastou da franquia após Odyssey ou Valhalla, talvez seja hora de dar uma nova chance. Shadows pode não ser o Ezio, mas com certeza aprendeu com ele.










