Arte oficial de Assassin’s Creed Shadows com Naoe e Yasuke em pose de combate
A nova dupla de protagonistas: Naoe, uma ninja silenciosa e precisa, e Yasuke, o samurai imponente que traz força bruta ao campo de batalha. Uma dinâmica que representa o equilíbrio entre stealth e combate direto.

Assassin’s Creed Shadows: update de julho adiciona New Game+ e DLC inédita

Com New Game+, novo teto de nível e expansão promissora, Assassin’s Creed Shadows se consolida como o jogo mais equilibrado da era RPG, resgatando o stealth e a alma da franquia.

Novo capítulo da franquia busca equilíbrio entre nostalgia e reinvenção no Japão feudal


Assassin’s Creed Shadows, lançado em maio de 2025, não é apenas mais um jogo ambientado no Japão — é uma tentativa clara da Ubisoft de realinhar a franquia após anos de transformação estrutural. Agora, com o roadmap de verão revelado, incluindo New Game+, elevações de nível e expansão com nova ilha, o título parece finalmente firmar o que os fãs vinham esperando: um Assassin’s Creed moderno que respeita suas raízes.

Da era Ezio até o caos de Valhalla: onde estamos agora?

A franquia passou por várias fases, e Shadows tenta costurar o melhor de cada uma:

Era clássica (2007–2011)

  • Assassin’s Creed, AC II, Brotherhood e Revelations formaram a chamada “era de ouro” da franquia.
  • O gameplay era focado em stealth, parkour urbano e enredo político-religioso denso, centrado na luta dos Assassinos contra os Templários.
  • Ezio Auditore, protagonista de três desses títulos, se tornou símbolo da série com carisma e desenvolvimento narrativo raro em jogos de ação.

Era de transição (2012–2015)

  • Títulos como AC III, Black Flag e Rogue começaram a introduzir elementos mais abertos e sistemas de RPG leves.
  • Embora Black Flag tenha sido elogiado pela jogabilidade naval e liberdade, já havia sinais de fragmentação do foco original.

Revolução RPG (2017–2020)

  • Origins, Odyssey e Valhalla reformularam a série completamente, adotando estruturas de RPG com mundos massivos, loot, escolhas de diálogo e progressão de níveis.
  • O stealth passou a ser apenas uma opção, enquanto o combate se tornou o centro.
  • Valhalla, em especial, foi criticado por seu inchaço de conteúdo, bugs recorrentes, ritmo arrastado e um protagonista pouco carismático. Apesar do sucesso comercial, muitos consideram o jogo o ponto mais distante da essência da série.

Retomada de identidade com Shadows

Yasuke montado a cavalo chegando em uma vila japonesa com cerejeiras floridas em Assassin’s Creed Shadows
O samurai Yasuke adentra uma vila vibrante no interior do Japão feudal, cercado por moradores, barracas e cerejeiras em flor. A ambientação reforça o realismo e o cuidado artístico da nova fase da franquia.
  • Assassin’s Creed Shadows não abre mão da estrutura RPG, mas traz um controle narrativo mais refinado, mapas mais concentrados, combate variado e volta ao stealth como mecânica fundamental.
  • A possibilidade de alternar entre dois protagonistas (Naoe, ninja; Yasuke, samurai) resgata a sensação de planejamento tático das fases, algo que se perdeu em Odyssey e Valhalla.
  • O uso de parkour em vilas, castelos e florestas retoma a verticalidade que andava esquecida desde Unity.
  • E, talvez o mais importante, Shadows evita a armadilha do “jogo infinito”. O conteúdo é vasto, mas com propósito.

O que vem agora: atualização de julho e além

Cenário de templo japonês em Assassin's Creed Shadows, com samurai diante de lago em paisagem outonal
Visual detalhado de um dos templos do Japão feudal em Assassin’s Creed Shadows, com ambientação que valoriza natureza, luz e arquitetura histórica.

Com a chegada do update de 29 de julho, os jogadores terão:

  • Nível máximo elevado de 60 para 80, com novos ranks e habilidades de maestria
  • Melhorias nas bases (Hideouts) com novas áreas e upgrades funcionais
  • Conteúdo extra no Animus Hub, como recompensas temáticas e arquivos históricos
  • Implementação do New Game+, mantendo progresso mas reiniciando a história para uma nova jornada

Além disso, em setembro:

  • Melhorias de qualidade de vida como framerate destravado, fast-forward do tempo e revelação automática de mapas por região
  • E o DLC “Claws of Awaji”, que trará uma nova ilha, mais de 10 horas de conteúdo, armas e habilidades inéditas

Recepção e desempenho

Mesmo com polêmicas antes do lançamento — como críticas por incluir um samurai negro como protagonista — o jogo teve boa aceitação da crítica e excelente engajamento do público.

Jogador prestes a realizar assassinato furtivo no Castelo de Fukuchiyama em Assassin’s Creed Shadows
Missão de assassinato mostra o retorno da mecânica de furtividade em sua forma clássica. Aqui, o jogador se prepara para eliminar um alvo em meio às sombras de Fukuchiyama Castle.


Segundo a Ubisoft:

  • Mais de 5 milhões de jogadores ativos
  • 2 bilhões de eliminações furtivas
  • 38 milhões de interações com animais no jogo

As avaliações destacam:

  • Trilha sonora envolvente
  • Personagens carismáticos
  • Missões secundárias com design mais criativo
  • E o retorno bem-vindo do stealth e planejamento

O Assassin’s Creed que os fãs pediram

Assassin’s Creed Shadows representa uma conciliação entre o novo e o antigo. Sem negar o formato RPG, ele corrige exageros dos títulos recentes e reacende elementos que os fãs da era Ezio sempre pediram: furtividade, propósito narrativo e um mundo que convida à exploração sem se tornar exaustivo.

O update de julho e o DLC previsto em setembro apenas reforçam o compromisso da Ubisoft em fazer do jogo uma experiência viva, mas com direção — algo que faltava desde Black Flag.

Se você se afastou da franquia após Odyssey ou Valhalla, talvez seja hora de dar uma nova chance. Shadows pode não ser o Ezio, mas com certeza aprendeu com ele.

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.