Diretor criativo da Sledgehammer Games admite que ninguém gosta do launcher Call of Duty HQ, expondo frustração da comunidade e dos próprios desenvolvedores.
O Call of Duty HQ, lançado pela Activision como um hub central para acessar diferentes jogos e modos da franquia — como Modern Warfare II, Modern Warfare III, Warzone e DMZ — virou alvo constante de críticas dos jogadores desde sua implementação. Mas agora, até os próprios desenvolvedores admitiram publicamente o óbvio: ninguém gosta dessa interface.

Durante uma live recente, Greg Reisdorf, diretor criativo da Sledgehammer Games, soltou a frase que viralizou nas redes:
“We all know Call of Duty HQ sucks.”
(“Todos sabemos que o Call of Duty HQ é uma droga.”)
Apesar da sinceridade, a Activision não demonstrou intenção de abandonar o HQ ou oferecer uma forma mais direta de acessar os jogos individualmente.
O que é o Call of Duty HQ?
O Call of Duty HQ é um launcher obrigatório implementado pela Activision para unificar os títulos da franquia mais recente. A ideia seria facilitar o acesso a todos os modos e jogos em um só lugar — mas, na prática, criou um labirinto confuso e comercial.
Mesmo quem comprou apenas Modern Warfare II ou MW3, por exemplo, é forçado a passar por esse hub e visualizar menus de modos que não possui, como Warzone ou outros pacotes pagos. Ao clicar, o HQ redireciona para compras ou instalações, o que muitos jogadores encaram como publicidade disfarçada de menu.
Por que a comunidade detesta?
A lista de reclamações é longa. Entre os pontos mais mencionados pelos jogadores:
- Interface poluída e confusa
- Instalações quebradas e downloads redundantes
- Modos duplicados ou com nomes enganosos
- Impossibilidade de abrir apenas o jogo comprado
- Uso forçado do HQ mesmo em experiências single-player
Além disso, há quem critique o peso do launcher e os problemas de desempenho em consoles e PCs menos potentes.
“Serviço” antes do jogo
A centralização no HQ é parte de uma tendência maior na indústria: transformar jogos em plataformas de serviço. A Activision não esconde que o HQ é também um centro de monetização, com integração de passes de batalha, bundles, itens cosméticos e promoções entre os diferentes títulos.
Jogadores veteranos reclamam que a experiência direta de “abrir o jogo e jogar” está sendo substituída por um sistema que lembra mais um e-commerce gamificado do que um menu funcional.
Vai mudar?
Por enquanto, não. Apesar da admissão de Greg Reisdorf, a Activision segue promovendo o HQ como parte do ecossistema Call of Duty. Novas temporadas continuam sendo lançadas dentro da estrutura, e não há indícios de retorno a menus separados ou independentes para cada jogo.
A fala sincera dos desenvolvedores, no entanto, mostra que até internamente existe frustração — algo raro de se ver em empresas desse porte.
Resumindo…
A Activision pode ter tentado criar uma experiência integrada e moderna com o HQ, mas o resultado parece ter afastado até os fãs mais fiéis. O Call of Duty, que já foi sinônimo de acesso rápido e ação imediata, agora começa com propaganda, lentidão e confusão — e nem os próprios devs estão satisfeitos.
A dúvida que fica é: até quando os jogadores vão aceitar essa direção?










