A saga Call of Duty: Black Ops sempre esteve entre os nomes mais respeitados do universo FPS. Desde seus primeiros títulos, a série combinou intensa ação militar com histórias carregadas, personagens marcantes e, especialmente, o modo zumbis, um modo de jogo que conquistou milhões de jogadores. Com o lançamento de Black Ops 7 em 14 de novembro de 2025, desenvolvido por Treyarch e Raven Software, havia uma expectativa de renovar essa fórmula com estilo.
O jogo promete entregar em grande escala três pilares clássicos: campanha coop, multiplayer competitivo e o lendário modo Zumbis por rodadas. Mas a execução acaba dividindo profundamente as águas: enquanto os modos online brilham, a campanha decepciona de um jeito que poderia arruinar a reputação da franquia.
Campanha: o calcanhar de Aquiles

Se antes a campanha de Black Ops era um dos destaques da série, desta vez ela se tornou um dos aspectos mais criticados, e com razão. Mesmo com a promessa de coop, jogável solo ou com amigos, a experiência deixa a desejar. A imersão esperada dá lugar a missões genéricas, fases muitas vezes redundantes e decisões de design que quebram o ritmo. O resultado é uma narrativa rasa e sem profundidade emocional, algo impensável para uma franquia que já entregou cenas marcantes.
Há ausência de pausas, possibilidade de ser expulso por inatividade, e até medo de um reinício completo se algo der errado, algo absurdo para quem esperava uma experiência cinematográfica como nos velhos tempos.
Em resumo: a campanha de Black Ops 7 não só desaponta, ela mancha um legado. E parece mais um “preenchimento” do que um núcleo pensado com carinho.
Multiplayer: o alicerce que ainda sustenta o jogo
Se a campanha decepciona, o modo multiplayer de Black Ops 7 surge como porto-seguro. Com 16 mapas 6v6 e dois mapas 20v20 já de lançamento, há variedade de cenários. De metrópoles futuristas a paisagens congeladas, e uma boa dose de adrenalina desde o começo.
A jogabilidade continua sólida: a ação frenética, os tiroteios intensos e a fluidez nos combates entregam o que os fãs procuram. O novo sistema de “onimovimento” (Omnimovement) e mecânicas de mobilidade conferem dinamismo a confrontos e favorecem quem domina essas mecânicas, que são bem complicadas para quem não tem tanta habilidade assim.
Para quem gosta de partidas competitivas, essa parte funciona, e bem. Mesmo com o histórico recente da franquia, há um conforto em saber que o multiplayer mantém o legado de empolgar intensamente.
Zumbis e End-Game: o renascimento do jogo

Aqui, Black Ops 7 acerta com força. O modo Zumbis retorna com tudo, trazendo o maior mapa por rodadas da história da franquia: Ashes of the Damned.
Zumbis blindados, inimigos variados, armas míticas e perks renovam a experiência clássica, e com progressão persistente. Há dezenas de armas, camuflagens e modificadores; gobblegums e perks antigos retornam (além de novidades), e o sistema Pack-a-Punch entrega upgrades significativos.
Além disso, o lançamento de modos de sobrevida, eventos “End Game” e outras variações fazem do modo Zumbis algo vivo. Para quem curte coop, horror e adrenalina contra hordas intermináveis, essa provavelmente é a parte mais bem-sucedida do pacote.
Afinal, vale a pena?
Call of Duty: Black Ops 7 força um duro contraste entre aquilo que a série historicamente entrega de melhor — multiplayer empolgante e modo Zumbis cooperativo — e o que há de pior em um lançamento feito às pressas — uma campanha que compromete o nome Black Ops.
Se você está buscando tiroteios intensos, partidas competitivas, coop com amigos e noites intermináveis matando zumbis, o jogo entrega. Mas se esperava uma trama marcante, fases memoráveis e uma campanha com alma — bem, pode se frustrar.
Black Ops 7 mostra que a franquia ainda tem força no que importa: diversão. Mas também revela que ousar sem tempo e cuidado pode comprometer o legado. Em suma: vale pelos modos online, mas a campanha deixou muito a desejar.











