O quinto episódio da nova temporada de Ordem Paranormal não pede licença — ele estoura na sua cara com a luta mais brutal que a mesa já viu.
Sabe aquela sensação de ver duas pessoas se destruindo e não poder fazer nada? É isso, mas pior. Porque não é só raiva ou vingança. É a Coroa de Espinhos decidindo que aquela dívida vai ser paga. Agora. Com sangue.
Quando o céu fica vermelho em Hexatombe, não tem volta. E o episódio 5 prova isso da pior forma possível.
Quando o Céu Fica Vermelho, Já Era
A noite começou até de boa. Cristino, aquele cangaceiro misterioso, fez uma proposta: ajuda pra caçar uma criatura gigante. Três pessoas podiam ir. Lampião aceso era o sinal.
Jae-Yoon e Labirinto toparam na hora. Saíram da Mansão Abandonada — a base dos Mascarados — e foram atrás.
Só que aí o Mosto apareceu na porta de casa.
“Colosso, eu vim te buscar.”
E cara, quando ele gritou isso, a realidade tremeu. O céu inteiro virou vermelho sangue. Um sino gigantesco apareceu no horizonte, pendurado em estruturas de madeira que não existiam ali antes.
Todo mundo sentiu. A Coroa de Espinhos tinha decidido: Dalmo e Mosto precisavam resolver aquela parada. Ali mesmo. Naquela hora.
Cellbit explicou a mecânica: a partir daquele momento, eles causariam mais dano um no outro, mas receberiam dano pela metade de qualquer outra coisa. A arena tava montada. E o céu não ia voltar ao normal até um deles cair.
A Memória Que Voltou na Pior Hora Possível
Dalmo não lembrava. Mas quando olhou pro Mosto, tudo voltou de uma vez.
As arenas clandestinas. O cheiro de sangue misturado com suor. A plateia gritando, sedenta por violência. Dinheiro sujo passando de mão em mão.
Ele via suas próprias mãos segurando a cabeça de mais um oponente. Pressionando. Esmagando. Os gritos abafados até o crânio ceder.
Mas a pior memória não era essa.
Era quando a imagem mudou e não era mais um estranho no chão. Era o rosto do próprio pai. A faca com sangue nas mãos de Dalmo. E aquela frase martelando na cabeça: “Era o único jeito. Você precisava salvar ela.”
Dalmo tinha transformado o Mosto naquilo. Tinha destruído o rosto dele, deixado ele vivo mas irreconhecível. Um monstro ambulante feito de dor e ódio.
E agora o Mosto — ex-segurança do The Monica Club, subordinado do Giovanni Opspor — queria a única coisa que ainda fazia sentido pra ele: vingança.
O Tiro Que Mudou Tudo
Enquanto Dalmo e Mosto se encaravam lá fora, Giovanni chegou com o Nando — o sacrifício dos Transtornados.
Mas tinha algo errado. Giovanni não conseguia mais controlar o Mosto. Os comandos dele simplesmente não funcionavam. E quando Kemi percebeu que o Nando tinha dado a volta na casa, já era tarde:
BANG.
Um tiro. Henri levou no peito. 13 de dano. Sangue escorrendo.
E Kemi — a mercenária que sempre matou por dinheiro — não pensou duas vezes.
Correu. Pegou a pistola antes do Nando conseguir reagir. Apontou bem debaixo do queixo dele.
“Testa se a gente tá junto aqui.”
Puxou o gatilho.
O segundo sacrifício do Exatomb aconteceu ali. O sino tocou de novo. E todo mundo sentiu uma coisa crescer dentro deles:
“Abata incólume o indigno que ousaria te flagelar. Aquele que matar alguém sem que essa pessoa o tenha ferido terá cumprido a sua intenção e será recompensado à altura.”
Kemi ganhou permanentemente +10 pontos de determinação. A Coroa de Espinhos tinha recompensado ela.
Mas o mais bizarro? O Giovanni que tava lá embaixo simplesmente derreteu. Tipo, literalmente virou uma massa de carne gosmenta no chão.
Porque não era ele de verdade. Era um manequim de carne, uma projeção feita com ritual. O Giovanni de verdade tava escondido em algum lugar, longe do perigo. Covarde até o fim.
A Trocação: Dalmo vs. Mosto
Lá fora, a luta começou.
Dalmo colocou a Máscara do Mutilador Noturno. O cheiro de sangue seco bateu forte. A respiração ficou pesada, cada movimento exigindo uma força absurda. O corpo inteiro ficou pesado como chumbo.
Mas quando ele se movia? Destruição pura.
+20 pontos de vida temporários. +10 pontos de determinação. +5 de defesa, dano e resistência.
O Colosso tinha voltado.
Do outro lado, o Mosto arrancou o saco de papel da cabeça. E aí todo mundo viu: o rosto completamente destruído. Um olho faltando, arame farpado enfiado no buraco. Metade da cara costurada às pressas depois de ter sido esmagada. A tatuagem enorme do símbolo do Diabo no braço esquerdo.
“Você fez isso comigo.”
E começou.
Soco. Cabeçada. Cutelo. Gancho. Cada golpe mais violento que o anterior. O visor da máscara rachou. Os músculos do Dalmo rasgaram. Mas ninguém parava.
Quando o Mosto ofereceu a “trocação justa” — golpe por golpe, sem defesa, até um cair — Dalmo aceitou.
Foi brutal. Cada porrada narrada com peso real, sangue real, dor real.
Até que Dalmo segurou a cabeça do Mosto. Jogou no chão. E pisou.
E pisou de novo.
E de novo.
Até não restar nada além de carne esmagada.
O Mosto morreu ali. O céu voltou ao normal. E Dalmo, com 1 ponto de vida, caiu de joelhos tremendo.
Enquanto Isso: Jae-Yoon, Labirinto e a Criatura
Longe dali, Jae-Yoon e Labirinto tinham encontrado o que Cristino queria caçar: o Kibungo.
Não um kibungo qualquer de lenda. Esse era colossal. Quatro braços. Pele vermelha coberta de pelos. Uma boca gigante nas costas que se abria e fechava. Cego, mas mortal.
O plano era simples: Cristino montaria uma armadilha com lamparinas cheias de dinamite. Jae-Yoon e Labirinto fariam um caminho de lamparinas pra guiar a criatura até lá.
Mas aí o Labirinto pisou num galho.
O Kibungo virou. E justo nessa hora, o sino tocou — o sacrifício do Nando tinha acontecido.
A criatura sentiu. Uivou. Avançou.
Labirinto reagiu rápido. Usou Labirinto Mental — linhas douradas envolveram o corpo da criatura, forçando ela a correr na direção oposta. Três rodadas de controle.
Mas quando o ritual acabou? O Kibungo voltou. Mais rápido. Mais puto.
Jae-Yoon colocou o capuz vermelho. Intenção Assassina ativada. +20 PV, +10 PD. O rosto dela sumiu nas sombras. Só um sorriso ficou visível — metade libertação, metade loucura.
E quando parecia que iam morrer, um carro surgiu em alta velocidade.
Atropelou o Kibungo. Jogou a criatura longe.
A porta abriu. Ana — dos Couraças — olhou pra eles com aquela armadura preta cheia de espinhos enfiados na própria pele:
“Preciso de uma carona?”
Ela tinha alguém que queria conhecê-los: Escarlata, a líder da facção.
Henri Comeu. E Comeu Muito.
Na base, as coisas também tavam tensas.
Pomba tava cada vez pior. Cada sacrifício que rolava, parecia que algo mastigava ele por dentro. Desertor pagando o preço com a própria vida.
Mas Henri? Henri tava diferente.
Kemi levou ele pro segundo andar. Sozinhos. E começou a empurrar comida e água nele. Uma, duas, três porções. Água. Mais comida. Mais água. Até ele não aguentar mais.
E quando Henri finalmente tava completamente satisfeito — farto de verdade — algo mudou.
+10 pontos de vida permanentes.
Ele tinha cumprido outra intenção da Coroa de Espinhos.
Kemi sabia exatamente o que tava fazendo. Henri era o sacrifício deles. E se ele morresse cedo demais? Era o fim de todo mundo.
O Episódio Que Não Perdoa Ninguém
Hexatombe não tá brincando. O episódio 5 deixou isso muito claro.
Dalmo venceu a luta. Mas com 1 de vida e mais uma morte nas costas.
Kemi ganhou poder. Mas cruzou uma linha que não volta.
Jae-Yoon e Labirinto sobreviveram. Mas agora tão nas mãos dos Couraças — e ninguém sabe se isso é bom ou ruim.
Henri foi recompensado. Mas Kemi sabe a verdade: ele é só um timer. Um combustível vivo até a lua de sangue.
E Giovanni Opspor? Continua vivo. Escondido. Covarde. Enquanto todo mundo sangra.
Dois sacrifícios já caíram. Quatro noites faltam. E a Coroa de Espinhos não descansa.
Bem-vindo à segunda noite de Hexatombe. Onde até ganhar é só adiar o inevitável.










