O terceiro dia do Hexatombe amanhece com uma certeza: não dá mais pra fingir que são só vítimas. Jae-Yoon e Labirinto acordam no Ferro Velho depois de uma noite que mudou tudo — e não é só pelo café da manhã em formato de coraçãozinho que o Miasma preparou. Enquanto Escarlata passa batom vermelho e cantarola, os dois percebem: memórias voltaram. E com elas, a consciência.
Só que consciência não resolve no apocalipse. Lá na Mansão Abandonada, o resto do grupo está desmoronando. Henri quer comer, Kemi está no limite, Dalmo está todo machucado das porradas com Mosto, e Aguiar só quer que todo mundo pare de brigar por cinco minutos. Mas aí a Jae vai lá e enfia um punhal nas costas do Henri. Literalmente.
E é aí que o episódio te pega pela garganta: como escolher um aliado quando todo mundo aqui é assassino?
Café da Manhã no Inferno
A cena abre com Jae tomando o maior susto: a cara toda esticada do Miasma segurando uma bandeja. Imagina acordar e a primeira coisa que você vê é aquilo. Mas a Escarlata está lá no fundo, toda feliz, terminando de passar o batom — o batom da Jae, que ela pediu emprestado na noite anterior.
E tem uma diferença brutal na postura dela. Ontem a Escarlata era a líder sedutora e perigosa. Hoje ela está… fofa. Dando risadinha. Cantarolando. É tipo quando alguém acorda bem depois de uma noite boa — só que aqui é uma mulher que usa armadura de sangue e mantém o ex-marido crucificado vivo como troféu.
O Labirinto acorda e a primeira coisa que ele faz? Olha pro braço esquerdo. O braço que ele não tinha. Só que agora tem. Funciona. E ele fica ali, testando, abrindo e fechando a mão, tipo “caramba, isso é real?”.
Ana oferece levar os dois de volta pra mansão. E antes de saírem, a Jae tenta dar um beijinho de despedida na bochecha dela. A Ana congela, fica toda sem jeito, entra no carro e sai correndo. Deixa a Escarlata meio enciumada? Deixa. Mas ela disfarça bem.
A Mansão Está um Caos
Enquanto isso, na mansão, o clima está mais pesado que armadura de Couraça. Aguiar acorda primeiro, vê o carro dos Couraças chegando e desce correndo. Dalmo está todo enfaixado ainda, se arrastando. Henri só quer comer e todo mundo está tratando ele que nem bomba-relógio.
Porque é isso, né? Henri é o sacrifício. Se ele morrer no dia errado, alguém vira o novo sacrifício. E ninguém quer essa responsabilidade.
Aí o Labirinto e a Jae chegam com seis sucatas e uma caixa de ferramentas, tipo Papai Noel do apocalipse. E todo mundo fica: “Caramba, vocês dormiram bem mesmo, hein?”.
Só que não dá tempo de zoar muito. Porque o Pomba (coitado, cada dia mais debilitado por ser desertor) montou um quadro com desenhos de todas as facções. E quando o grupo senta pra conversar sobre as memórias que voltaram, a tensão explode.
Quando a Faca Fala Mais Alto
A Kemi está tentando manter todo mundo junto. Mas o Henri? Está sendo Henri. Comeu a comida que era pra ser dividida. Três porções. Enquanto o Pomba, o sacrifício que está morrendo aos poucos, passa fome.
E a Jae perde a linha.
Usa 29 de furtividade pra chegar nas costas do Henri sem ele perceber. Encosta o punhal no pescoço dele. Vira o punhal. E enfia 8 de dano bem em cima da marca de sacrifício.
“Cala a boca, cachorrinho. Você não é ninguém.”
O silêncio depois disso. Todo mundo congelado. O Aguiar tenta separar. O Dalmo só observa. E a Jae limpa a faca e pergunta: “Vocês gostaram disso?”
Porque é isso que está rolando. Cada um lidando com trauma do jeito que consegue. A Kemi perdeu a filha. O Aguiar foi afogado pelos pais. O Henri foi usado como experimento. E agora estão todos presos num ritual de morte onde confiança é luxo.
Dividir pra Conquistar (ou Morrer Tentando)
O grupo decide: Jae, Labirinto e Aguiar vão até a Bodega buscar recursos. Kemi, Henri, Dalmo e Pomba ficam pra melhorar a base — camas, academia, armadilhas.
Só que no caminho pra Bodega, a Jae cai num buraco. Toma 4 de dano. E o Aguiar tem que puxar ela de volta com o arpão dele, usando a pedra como alavanca. Tipo MacGyver do apocalipse.
Quando chegam na Bodega, surpresa: os PSIKOLERA estão lá.
Eloi, o grandão cabeludo. Caio, o piercing boy que tem crush na Kemi. Cindy, a baixinha loira que não está nem aí pra ninguém e só quer ver ação.
E rola aquela dança de “será que a gente é aliado ou inimigo?”. Porque o Giovani, líder dos Transtornados, pode ter ido até os PSIKOLERA contar que os Mascarados traíram. Ou não. Ninguém sabe.
Mas o Caio é gente boa. Curte a Kemi. Fez curso de primeiros socorros online (sério). E o Eloi só quer ver a Kemi de novo. No fim, eles combinam: Eloi volta com o Labirinto pra conhecer a mansão. Jae e Aguiar continuam explorando.
Memórias que Machucam Mais que Facada
Antes de saírem, o grupo tem aquela conversa. Sabe quando não dá mais pra fingir que está tudo bem?
Aguiar conta que era viciado em Rubra. Que trabalhava numa enfermaria. Que conheceu a Ordem tarde demais.
Kemi conta que tinha uma filha. Que conheceu um cara. Que a filha morreu. E que ela tem certeza que foi ele.
Dalmo conta sobre as arenas clandestinas. Sobre ver o Nando (o mesmo Nando que ele matou) naquelas arenas.
Henri só fala: “Eu estou sendo usado de novo.”
E é visceral. Porque cada um deles está lembrando quem era antes de virar peça num jogo de morte. E ao mesmo tempo, precisam escolher: Couraças ou PSIKOLERA? Descanso ou vingança? Sobreviver ou parar o Hexatombe?
O Preço de Cada Escolha
No fim do episódio, as peças estão no tabuleiro:
- Jae e Labirinto estão apaixonados pela Escarlata (condição de jogo que dá bônus, mas cobra emocional)
- Eloi está na mansão, conhecendo o grupo
- Giovani está escondido em algum lugar, provavelmente bolando o próximo golpe
- A guerra entre Couraças e PSIKOLERA vai rolar hoje à noite
- E o grupo precisa decidir: de que lado eles ficam?
Porque não dá pra ficar em cima do muro. Os Couraças têm o Ferro Velho fortificado, carro, e a Ana que é enfermeira. Os PSIKOLERA têm instrumentos musicais que viram armas e estão pouco se importando pro Henri ser sacrifício.
Mas aqui está o pulo do gato: e se os dois lados se matarem e sobrarem dois sacrifícios mortos no mesmo dia? Aí alguém do grupo vira sacrifício. E ninguém quer isso.
Hexatombe Episódio 6 não é sobre ação. É sobre paralisia moral. Sobre perceber que toda escolha aqui prejudica alguém. E que às vezes, a pessoa mais perigosa não é o vampiro lá fora.
É quem está sentado do seu lado na mesa.










