O cinema mundial se despede de um de seus rostos mais icônicos. O ator Robert Duvall morreu aos 95 anos no último domingo (15), em sua residência em Middleburg, no estado da Virgínia (EUA).
De acordo com comunicado divulgado por sua assessoria, em nome de sua esposa, a atriz e diretora argentina Luciana Pedraza, Duvall faleceu “pacificamente”, cercado pela tranquilidade de sua casa.

Sem cerimônia formal
A família informou que não haverá velório ou cerimônia pública. Em vez disso, o pedido é simples e bastante simbólico para alguém que viveu da arte de contar histórias:
Que aqueles que desejarem homenageá-lo assistam a um grande filme, compartilhem boas histórias com amigos ou façam um passeio apreciando a beleza do mundo.
Um adeus discreto, à altura de um artista que sempre preferiu deixar que seus personagens falassem mais alto.
O rosto por trás de personagens eternos
Embora a notícia de sua morte tenha dominado o noticiário, o legado de Duvall é impossível de ignorar. Ele marcou gerações com papéis emblemáticos como Tom Hagen em O Poderoso Chefão e o inesquecível Tenente-Coronel Kilgore em Apocalypse Now, eternizando a frase:
“Eu adoro o cheiro de napalm pela manhã.”
Vencedor do Oscar de Melhor Ator por A Força do Carinho, Duvall acumulou sete indicações ao longo da carreira e permaneceu ativo até a década de 2010, recebendo sua última indicação por O Juiz, aos 84 anos.

Uma vida além das telas
Nascido em San Diego, na Califórnia, Duvall serviu o exército durante a Guerra da Coreia antes de seguir carreira artística. Ao longo da vida, também se envolveu em causas políticas, apoiando candidatos republicanos e sendo agraciado com a Medalha Nacional das Artes em 2004.
Casado quatro vezes, estava ao lado de Luciana Pedraza desde 2004.










