Cena de Assassin’s Creed Black Flag Resynced mostrando navio pirata e ilha caribenha com gráficos aprimorados no PS5 Pro
Imagem: Ubisoft / PlayStation Blog

AC Black Flag Resynced vende mais de 2 milhões em 24h, mas microtransações causam controvérsia

Assassin’s Creed Black Flag Resynced iniciou sua jornada no mercado com força total, vendendo mais de 2 milhões de cópias em apenas 24 horas desde seu lançamento em 9 de julho. O remake, produzido pela Vantage Studios, surpreende ao alcançar 99.451 jogadores simultâneos no Steam, um recorde para a franquia na plataforma.

No entanto, a repercussão não é só positiva: a presença de microtransações no valor total de US$ 85, quase R$ 400, gerou descontentamento entre o público. Embora a Ubisoft tenha afirmado que essas compras extras são totalmente opcionais e não interferem na experiência nem na finalização do jogo, o debate sobre o custo adicional está no centro das conversas.

Entre os nove itens disponíveis para compra, oito são pacotes cosméticos que custam US$ 10 cada, incluindo um curioso pacote com um macaco azul fluorescente. Há ainda um “Map Pack” de US$ 5 que não traz mapas novos, mas um binóculo especial para revelar colecionáveis dentro do jogo, dispensando a exploração tradicional.

Essa estratégia não é novidade para a Ubisoft, que já é conhecida pela quantidade de conteúdo pago extra em seus títulos, especialmente na série Assassin’s Creed. De maneira geral, microtransações continuam a dividir opiniões na indústria, como visto também em outros lançamentos recentes.

Além das vendas expressivas, Black Flag Resynced mantém uma avaliação sólida com nota 84 no Metacritic, a melhor desde 2013 para a franquia, segundo o próprio site GameSpot – onde também recebeu 7/10 na análise do crítico Jordan Ramee.

Ramee destaca que o remake vai além do tradicional remaster e melhora aspectos significativos da experiência, porém cria novos problemas que não estavam no jogo original. Por trás das cenas, a Ubisoft enfrenta um processo de corte de custos que afetou dezenas de desenvolvedores envolvidos na produção do título.

A chegada de Black Flag Resynced mostra que a Ubisoft quer manter a chama da série acesa com remakes, apostando em gráficos atualizados e ajustes na jogabilidade. Contudo, o modelo de microtransações amplia a discussão sobre o quanto o consumidor deve pagar além do preço cheio do jogo, principalmente em relançamentos.

Para quem acompanha a franquia, a informação central é que apesar do sucesso inicial, o debate sobre conteúdo pago pode influenciar as próximas decisões da empresa e a percepção do público.

Por enquanto, o título segue disponível em plataformas como Steam, prometendo mais movimentação na comunidade dependendo das atualizações e respostas da Ubisoft.

Fontes

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.