Imagem ilustrativa do gameplay de Call of Duty Black Ops rodando no PS5
Imagem: Divulgação oficial - Reprodução Internet

Call of Duty Black Ops 1 e 2 rodam em resolução superior no PS5 comparado ao Xbox

Os clássicos Call of Duty: Black Ops e Black Ops 2 finalmente desembarcaram no PlayStation 4 e PlayStation 5, mas um detalhe técnico chamou atenção imediatamente: as versões para PlayStation rodam em resolução mais alta do que as que aparecem via retrocompatibilidade no Xbox.

Na análise da Digital Foundry, os ports entregam 1080p e 60 quadros por segundo nos consoles da Sony, um avanço significativo frente aos 608p das versões via retrocompatibilidade no Xbox, as quais também exibem sombras com resolução inferior e imagem mais escura. Essa discrepância coloca o PS5 à frente no quesito qualidade visual, mesmo não sendo uma atualização total dos jogos.

Comparativo de resolução entre Black Ops 2 no PS5 e Xbox
Comparação visual reforça a maior resolução do PS5 frente Xbox

Apesar da vantagem em resolução, as versões para PlayStation foram alvo de críticas: a ausência do suporte a 4K no PS5 surpreendeu, considerando que o hardware do console teria capacidade para rodar os jogos em resoluções maiores e até com taxas de 120 Hz. Além disso, não há qualquer solução de anti-aliasing, o que deixa os serrilhados bem evidentes durante a jogatina.

Também foram mantidos defeitos visuais antigos, como sombras de baixa qualidade, o que reforça que os jogos são ports diretos, sem remasterização visual profunda. Algumas alterações pontuais apareceram, como melhorias na resolução dos elementos da interface, mas no geral o conteúdo segue fiel ao original sem atualizações gráficas relevantes.

Esses ports foram assinados pelo estúdio Iron Galaxy e chegaram oficialmente aos consoles Sony em 9 de julho de 2026. No Xbox, o único meio de jogar permanece sendo a retrocompatibilidade, sem qualquer suporte nativo atualizado ou versionamento melhorado. Isso gerou especulações, incluindo uma teoria da Digital Foundry que sugere que a Microsoft poderia evitar dar melhores versões para PlayStation, por conta da aquisição da Activision — porém, essa hipótese não é oficialmente confirmada e parece fragilizada justamente pela superioridade técnica das versões PlayStation.

Até o momento, ainda não há anúncio oficial sobre um port dedicado para Xbox Series X|S de Black Ops 1 e 2. O cenário atual torna o PS5 a escolha dos fãs que querem revisitar esses clássicos com resolução aprimorada nos consoles.

Os jogos são vendidos separadamente nas lojas digitais por US$ 39,99 cada, com o conteúdo adicional também vendido à parte. Assinantes do PlayStation Plus contam com desconto limitado, pagando US$ 19,99 até o início de agosto. No Brasil, os preços podem variar conforme valores locais e promoções. Além disso, não existe crossplay entre as versões, e relatos de input lag e desconexões persistem no multiplayer, problemas ainda sem posicionamento oficial da distribuidora.

Para quem é fã da campanha de Alex Mason, modo zumbis e multiplayer marcantes da série, a chegada dos ports ao PS5 representa uma chance de revisitar o conteúdo com a melhor qualidade visual disponível nos consoles atuais, embora com limitações importantes que deixam a desejar na experiência.

A chegada desses ports em condições técnicas modestas, especialmente no PS5, levanta questionamentos sobre o tratamento dado pela Microsoft à franquia após a compra da Activision Blizzard. A diferença técnica clara entre PlayStation e Xbox na atual geração destaca uma potencial falta de atenção à base de fãs do Xbox para essas versões clássicas, reforçando debates sobre prioridades e estratégias da empresa.

Esse cenário enfatiza a importância de atualizações ou remasterizações mais cuidadosas para preservar o legado da série de forma à altura da expectativa dos jogadores contemporâneos, sobretudo com o hype renovado por Call of Duty: Black Ops 6 no horizonte.

Fica o convite para acompanhar as movimentações oficiais e possíveis patches futuros que possam corrigir ou ampliar essa experiência para todas as plataformas.

Fontes

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.