Resident Evil 4 se estabeleceu como o campeão absoluto entre os remakes lançados para a geração atual de consoles, com vendas que superam mais que o dobro dos concorrentes mais próximos. Dados da Alinea Analytics mostram que o remake do clássico da Capcom vendeu impressionantes 16,8 milhões de unidades em PC e consoles até agora.

Este número é ainda mais expressivo quando comparado ao segundo lugar na lista, o remake Ark: Survival Ascended, que alcançou 7 milhões de unidades vendidas. O lançamento de Resident Evil 4 em 2023 não só estabeleceu um patamar elevado para remakes recentes, como também pode configurar o jogo como o quinto título mais vendido da Capcom, ultrapassando games como Resident Evil Village (14,9 milhões) e Monster Hunter World: Iceborne (16 milhões), caso tenha vendido cerca de 3 milhões adicionais nos últimos meses.
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Resident Evil 4 - PlayStation 5
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Ver oferta na AmazonA lista elaborada pela Alinea Analytics considera lançamentos desde novembro de 2020 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Além de Resident Evil 4 e Ark: Survival Ascended, os remakes que vem conquistando espaço são The Last of Us Part 1 com 6,3 milhões de unidades, disponível exclusivamente para PS5 e PC, Oblivion Remastered (4,5 milhões), Dead Space (4,3 milhões) e Final Fantasy 7: Rebirth (4,2 milhões), que chegou no começo de 2024. O remake de Silent Hill 2, com 3,2 milhões em vendas, também merece destaque, embora já tenha sido ultrapassado rapidamente pelo remake de Ark.
O forte desempenho das vendas dos remakes revela o valor estratégico dessas produções para as empresas. A especialista Rhys Elliott da Alinea Analytics explica que, em um mercado AAA cada vez mais arriscado para IPs inéditos que demandam longos ciclos de desenvolvimento, remakes oferecem um caminho menos volátil com retorno garantido graças à base de fãs consolidada e menor custo de produção.
Capcom, particularmente, tem acertado ao usar remakes para equilibrar seu portfólio, mantendo franquias relevantes enquanto produz novas experiências, como evidenciado por Pragmata. Até mesmo Shigeru Miyamoto, criador de Mario e Zelda, defende remakes como forma de conectar novas gerações a clássicos.
Apesar das vendas respeitáveis de títulos como o remake de Dead Space, a série está em hiato dentro da EA, sem planos para novos jogos, sequências ou reboots anunciados. Seu co-criador Glen Schofield tentou ressuscitar a franquia, mas sem sucesso até o momento, enquanto se prepara para se aposentar do desenvolvimento ativo.

Assim, o domínio de Resident Evil 4 permanece simbólico de uma tendência forte, mas que precisa balancear renovação com risco e inovação. Remakes funcionam como fonte segura de receita e relevância, mas o desafio está em manter o frescor e interesse do público sem saturar o mercado.
Para os jogadores, isso significa que remakes continuarão aparecendo, mas será crucial que tragam algo novo além da nostalgia para justificar sua existência.










