Amazon Fachada
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Amazon deixa o negócio de MMOs: Throne and Liberty e Lost Ark passam para os criadores originais

A Amazon Game Studios está deixando o negócio de MMOs no Ocidente. Em vez de seguir operando Throne and Liberty e Lost Ark por aqui, a empresa vai devolver a gestão dos dois jogos aos estúdios responsáveis por eles na Coreia do Sul. A transição já tem janela: Throne and Liberty deve mudar para a NC em Q4 de 2026, enquanto Lost Ark passará para a Smilegate no início de 2027.

O ponto mais importante é que isso não significa o fim dos dois games no Ocidente. A mudança afeta a operação, o suporte e a gestão de live-service, mas os jogos devem continuar ativos. Ainda assim, como acontece em qualquer troca desse tipo, pode haver algum período de indisponibilidade durante a transição.

O recuo da Amazon também ajuda a desenhar o tamanho da mudança. Há poucos anos, a empresa parecia apostar pesado em MMOs, primeiro com New World, depois com Lost Ark e Throne and Liberty. Agora, o movimento é o oposto: em vez de ampliar presença no gênero, a companhia está saindo dele de forma gradual.

Para a maioria dos jogadores, a transferência deve ser quase transparente. A informação divulgada indica que dados de conta, personagens e progresso devem ser mantidos na mudança de operação. Em Throne and Liberty, porém, há uma exceção relevante: a cross-progression entre Steam e consoles deixará de funcionar depois da transição.

Também haverá uma opção para quem não quiser participar da migração. Nesse caso, o jogador pode optar por não transferir os dados, mas isso significa abrir mão de personagens, itens e progresso acumulados, basicamente recomeçando do zero.

Na prática, o recado parece claro: a Amazon não quer mais carregar sozinha a operação desses MMOs, mas também não está encerrando os jogos. O novo cenário transfere a responsabilidade para os criadores originais, algo que pode reduzir ruído operacional e centralizar decisões de conteúdo e suporte em quem desenvolveu as franquias.

O caso ganha peso porque a Amazon entrou no gênero com ambição de protagonista. New World estreou em 2021 com números altos no Steam, Lost Ark chegou ao Ocidente em 2022 e Throne and Liberty seguiu a mesma lógica em 2024. Mesmo assim, a empresa não conseguiu transformar esse começo em uma presença duradoura no segmento.

Isso fica ainda mais evidente quando se olha para o momento atual da divisão. New World já teve o encerramento de servidores anunciado para início de 2027, e o MMO baseado em O Senhor dos Anéis que estava em desenvolvimento na empresa teria sido cancelado, segundo relatos anteriores. Em outras palavras, a Amazon foi de aposta forte no gênero para uma retirada quase completa dele.

Para o jogador, a mudança importa menos como “drama corporativo” e mais como sinal prático: a gestão dos jogos deixa de estar nas mãos de uma empresa que não desenvolveu os títulos originalmente. Isso pode alterar a cadência de updates, a forma de suporte e até a direção do conteúdo daqui para frente.

Até agora, o que está definido é o plano de transição e as janelas previstas. Ainda faltam detalhes sobre eventuais manutenções, etapas exatas da migração e como cada jogo vai comunicar os próximos passos para os usuários.

Também vale observar como a mudança será sentida no dia a dia após a transferência. A promessa é de manutenção do progresso para a maioria dos jogadores, mas qualquer processo de troca de operação costuma exigir ajustes finos. O ponto de atenção está justamente aí: o que vai funcionar de forma contínua e o que pode mudar no suporte, na integração de contas e na experiência entre plataformas.

Fontes

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.