Cena de gameplay de The Lost Wild em destaque
Imagem: GameSpot / Reprodução

The Lost Wild mistura Jurassic Park e Alien em horror de dinossauros que nasceu há mais de 20 anos

The Lost Wild é o tipo de jogo que parece ter saído de uma obsessão antiga e, neste caso, saiu mesmo. Em entrevista ao GameSpot, Nick Gregory, CEO da Great Ape Games, contou que o projeto começou há mais de 20 anos e hoje mistura a reverência de Jurassic Park com a tensão de Alien: Isolation.

O detalhe mais interessante não é só a inspiração óbvia em dois clássicos. Gregory reforça que a ideia central sempre foi mostrar dinossauros como animais, não monstros, o que muda bastante a forma como o jogo quer assustar o jogador.

Segundo Gregory, The Lost Wild começou ainda na adolescência, primeiro com testes em Operation Flashpoint e depois com um mod de Crysis e CryEngine. O que era uma experimentação caseira virou um projeto de verdade com o passar dos anos, até ganhar força suficiente para sair do papel como jogo completo.

O caminho foi lento e, pelo próprio relato do executivo, longe de ser confortável. Durante anos, a equipe trabalhou em tempo parcial, nas horas vagas e fins de semana, até a assinatura com a Annapurna colocar o desenvolvimento em tempo integral. Hoje, o estúdio já fala em uma equipe de cerca de 30 pessoas envolvidas no projeto.

Esse é o ponto que mais define a proposta de The Lost Wild. O jogo quer fugir da lógica de “monstro de terror” que parte para cima do jogador sem parar. Em vez disso, os dinossauros devem reagir ao ambiente, ao som e ao comportamento do personagem, com o jogador dependendo de fuga, distração e ferramentas não letais para sobreviver.

Na prática, isso aproxima o jogo mais de uma experiência de observação e tensão do que de combate tradicional. O objetivo é fazer o jogador sentir medo, claro, mas também admiração e curiosidade ao encarar criaturas que existem dentro da lógica da natureza — ainda que sejam uma ameaça mortal para quem estiver na frente delas.

O que está confirmado até agora é simples e importante: The Lost Wild está previsto para 2027, com lançamento em PlayStation 5 e PC. O jogo é um horror em primeira pessoa publicado pela Annapurna, e a equipe também afirmou que nenhum conteúdo de IA generativa foi usado na produção.

Pôster oficial de The Lost Wild
Imagem: Annapurna / Reprodução

Outro ponto relevante é que a comparação com Alien: Isolation não veio do nada. O diretor do jogo, Gary Napper, trabalhou justamente no título da Creative Assembly, o que ajuda a explicar por que a equipe insiste tanto na ideia de vulnerabilidade, antecipação e medo construído na observação do ambiente.

Para quem acompanha jogos de terror, o recado parece claro: The Lost Wild não quer ser só mais um game de dinossauro. Ele quer transformar o fascínio por essas criaturas em ameaça, sem apagar o lado de maravilhamento que sempre acompanha esse tipo de fantasia.

Por enquanto, o jogo segue sem data exata além da janela de 2027. Como o desenvolvimento já chamou atenção com wishlist forte na Steam e novo material de divulgação, a tendência é que a campanha de divulgação cresça conforme a publicação se aproxima.

Até lá, o que vale observar é o posicionamento do projeto: The Lost Wild aposta em um horror mais contemplativo e tenso, sustentado por atmosfera e comportamento animal, não por ação desenfreada. Se essa proposta funcionar, pode render um dos jogos de dinossauro mais diferentes dos últimos anos.

Fontes

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.