The Lord of the Rings: War in the North
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War in the North foi lançado perto demais de Skyrim, diz ex-WB Games: “não teve chance justa”

The Lord of the Rings: War in the North voltou ao centro da conversa, mas não por causa de um remake ou de uma sequência. Christian Allen, ex-integrante da liderança da Warner Bros. Games, disse que o RPG da franquia O Senhor dos Anéis não teve uma “chance justa” quando saiu em 2011, muito por ter sido lançado perto demais de The Elder Scrolls V: Skyrim.

O comentário ganhou força porque o jogo acaba de retornar em uma nova edição, a Legacy Edition, publicada pela Aspyr Media. Para Allen, a volta é uma espécie de correção de rota: o game merecia mais atenção no lançamento original, mas acabou “perdido no meio” de um fim de ano lotado de gigantes.

Allen afirmou que, há 15 anos, defendeu com insistência que War in the North não fosse lançado no mesmo período de Skyrim. Segundo ele, a decisão foi ignorada, e o resultado foi previsível: as análises passaram a comparar o RPG da WB Games diretamente com o blockbuster da Bethesda, o que acabou ofuscando o jogo.

Ele também disse que o título teve “quase nenhum marketing” e sugeriu que executivos podem ter subestimado o apelo do projeto. Na visão dele, o raciocínio por trás da decisão parecia ser o de que fãs de O Senhor dos Anéis simplesmente encontrariam o jogo sozinhos — algo que não funcionou na prática.

Os números de calendário ajudam a entender o problema. War in the North foi lançado em 1º de novembro de 2011, enquanto Skyrim chegou apenas 10 dias depois. Como se não bastasse, o mesmo período ainda trouxe Uncharted 3: Drake’s Deception no mesmo dia e Call of Duty: Modern Warfare 3 uma semana depois.

Em um cenário assim, qualquer jogo menor teria dificuldade para respirar. No caso de War in the North, a combinação de concorrência pesada, pouca divulgação e comparação inevitável com Skyrim virou um obstáculo quase impossível de contornar. O próprio Allen resumiu o cenário dizendo que o jogo ficou “perdido na enxurrada”.

O ponto mais interessante aqui é que a nova versão não serve só como nostalgia. A Legacy Edition recoloca War in the North diante de uma nova leva de jogadores e, segundo Allen, dá ao projeto a oportunidade de finalmente ter uma distribuição mais adequada.

Ele ainda fez elogios ao trabalho da Snowblind, estúdio responsável pelo game original e que já foi encerrado, dizendo que os desenvolvedores merecem o crédito pelo que construíram. Em outras palavras: a crítica dele não é ao jogo em si, mas ao timing e à estratégia de lançamento que o cercaram.

A Aspyr Media disse que pretende relançar mais jogos de O Senhor dos Anéis no futuro, mas por enquanto não há detalhes sobre quais títulos entram nessa fila. Também não há, no material disponível, informações sobre mudanças profundas na nova edição além do relançamento em si.

Para quem acompanha a franquia, a história de War in the North é um bom lembrete de como calendário e marketing podem mudar o destino de um jogo. Às vezes, o problema não é a ideia — é a janela em que ela chega ao público.

Fontes

Fundador do Bandas de Garagem, projeto que marcou a cena independente no Brasil. Apaixonado por games e cultura digital desde os anos 80, vive conectando música, tecnologia e boas ideias que viram projetos.